COE debate remuneração variável com o Itaú

Movimento sindical reivindica envio da proposta oficial do banco sobre o GERA, para que possa apresentar contraproposta com mudanças

Movimento sindical reivindica envio da proposta oficial do banco sobre o GERA, para que possa apresentar contraproposta com mudanças

O banco Itaú apresentou na tarde desta quarta-feira, 22 de dezembro, as principais alterações feitas no programa de remuneração variável, o Gera, para 2022, em reunião realizada com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.

Entre elas está a compensação de pontos no trimestre, que seria a média de pontos em três meses, com a justificativa do funcionário ter a oportunidade de recuperar um mal desempenho em um dos meses.

“Não concordamos com essa mudança, pois o pagamento mensal passa a ser trimestral. Muitos trabalhadores já programam suas contas contando com este dinheiro dentro do mês. Nós queremos a manutenção do pagamento mensal”, afirmou Jair Alves, coordenador da COE Itaú.

Para a remuneração semestral, as alterações são o fim da curva forçada (Ranking entre gerentes), o fim da elegibilidade e a inclusão de indicadores de produção (créditos e produtos). “É importante o banco apresentar todas as mudanças formalizadas, para que o movimento sindical possa analisar e apresentar as contrapropostas. Nós queremos estabelecer o pagamento proporcional no programa”, completou Jair Alves.

Os representantes dos trabalhadores ainda pediram uma atenção especial na forma como essas mudanças serão passadas para os gestores, com orientações claras dessas alterações, até para manter a equipe motivada. “Muito mais do que uma discussão sobre a Remuneração Variável, nossa preocupação é com as metas, a cobrança, principalmente para os caixas, que estão com mais tarefas. Isso acaba trazendo o adoecimento dos funcionários”, afirmou o representante da Fetrafi-RS na COE-Itaú, Eduardo Munhoz.

A diretoria do Itaú informou que a equipe responsável pela formulação do GERA se comprometeu a participar das reuniões informativas aos bancários.

Fonte: Contraf-CUT, com edição da Fetrafi-RS

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