CineDebate traz debate sobre capitalismo e adoecimento, a partir de filme de Michael Moore

O diretor norte-americano Michael Moore é o autor do documentário “Capitalismo – uma história de amor”, exibido e discutido na noite desta segunda-feira (20), na sexta edição do ciclo CineDebate, promovido pelo SindBancários. O eixo central da obra é a crise financeira global de 2007–2009, na transição do governo de George W. Bush para Barack Obama e no pacote de estímulo à economia por este último. O debatedor convidado nesta edição foi Vinícius Rauber e Souza, professor da área de Ciências Sociais da Universidade de Passo Fundo (UPF), mestre em Ciências Sociais e especialista em Saúde do Trabalhador. Após o filme, ele respondeu questões do público presente à sala do CineBancários.

O debate foi coordenado pelo diretor de Formação do Sindicato, Julio Vivian. O cientista social lembrou um problema muito presente entre os trabalhadores, inclusive na categoria bancária: “A ferocidade do capitalismo coisifica as pessoas, mas como as pessoas não são coisas, terminam adoecendo”. Da plateia do cinema partiu a pergunta: “O capitalismo vai acabar? E se acabar, como isso vai acontecer?”. Tanto Vinícius Rauber e Souza quanto Julio Vivian foram unânimes em lembrar que este sistema sempre termina por se reinventar.

Limite do planeta

“Mas este sistema tem um limite, inclusive em termos ambientais, porque o planeta vem sofrendo um grau de exploração de suas riquezas naturais que é insustentável”, disse Vivian. “Até por isso é a própria população que deverá dar um basta nisso”, complementou o professor da UPF, “mas não há uma data para isso, ninguém sabe quando este limite vai acontecer”.

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