CineBancários reabre suas portas com o filme Quando eu era vivo, dirigido por Marco Dutra

Entra em cartaz no CineBancários dia 4 de fevereiro, com três sessões diárias, o filme Quando eu era vivo, adaptação do romance de Lourenço Mutarelli, A arte de produzir efeito sem causa. O filme permanece em cartaz até 16 de fevereiro, com ingressos a R$ 6,00 para o público geral e R$ 3,00 para bancários e jornalistas sindicalizados, estudantes e idosos.

Confira a grade de horários

Dirigido por Marco Dutra, produzido pela RT Features e com distribuição da Vitrine Filmes, Quando eu era vivo é um longa que fala sobre complexas relações familiares e a impossibilidade de recuperar o passado, sob um inusitado viés de suspense.

O filme é baseado no livro A arte de produzir efeito sem causa, de Lourenço Mutarelli, um dos mais sólidos escritores brasileiros contemporâneos, e carrega o tom sombrio e opressivo de toda a obra do autor, remetendo a influências como Kafka e Dostoiévski, amparado em imagens misteriosas que Mutarelli acrescenta ao romance.

O diretor Marco Dutra conta que leu a obra completa de Lourenço Mutarelli ao trabalhar apenas como roteirista na adaptação para o cinema de um de seus quadrinhos mais antigos. O diretor se interessou especialmente por A arte de produzir efeito sem causa. Então, em 2011, o produtor Rodrigo Teixeira, a quem este livro de Mutarelli é dedicado, o chamou para iniciar a empreitada que os levaria à Quando eu era vivo.

Marco levou cerca de quatro meses para escrever a adaptação, junto com a co-roteirista Gabriela Amaral Almeida. Nas primeiras semanas, estudaram os temas e a estrutura do livro, para depois buscar “um esquema dramático equivalente, mas nunca ‘igual’”, segundo ela. O diretor e roteirista de Quando eu era vivo concorda que “é preciso entender bem o que define o DNA da obra- base para levá-la para o outro meio, e não apenas copiar o que já foi escrito”.

A história do livro e do filme gira em torno de Júnior, que, após um divórcio traumático, busca abrigo na casa do pai, Sênior, com quem mantinha uma relação distante. Lá, nada lembra o lar em que viveu quando jovem.

O pai se tornou um homem estranho, rejuvenescido à base de exercícios físicos e bronzeamento artificial. Os objetos e fotos da mãe, morta há alguns anos, foram encaixotados e trancados no quartinho dos fundos. No quarto que dividia com o irmão, Pedro, agora vive a inquilina Bruna, jovem estudante de música que veio do interior para fazer faculdade. Após encontrar objetos que remetem ao passado e à sua mãe, Júnior desenvolve uma obsessão pela história de sua família e tenta recuperar algo que aconteceu em sua infância e que, até hoje, o assombra.

O elenco de Quando eu era vivo conta com nomes como Antonio Fagundes, Sandy Leah e Marat Descartes, este cada vez mais consolidado como um dos grandes atores do cinema nacional contemporâneo – ele trabalhou anteriormente com Marco Dutra e Juliana Rojas em “Trabalhar Cansa” (2011) e no curta “Um Ramo” (2007), e ganhou o Kikito de Melhor Ator no 40o Festival de Gramado, em 2012, por sua atuação no longa “Super Nada”.

Segundo o produtor do filme, Rodrigo Teixeira, “Marco fez excelentes sugestões, como a Sandy e o Marat, que tem com ele uma parceria de longa data”. Rodrigo, no entanto, conta que “um nome que sempre esteve presente foi o do Antonio Fagundes”, que se entusiasmou muito com o convite, pois era fã declarado da obra de Lourenço Mutarelli.

A sugestão de Fagundes para o papel de Sênior partiu da esposa de Mutarelli, Lucimar, também escritora. Lourenço já teve outros dois livros adaptados para o cinema pela RT Features, e ficou muito impressionado com o primeiro longa-metragem de Marco Dutra, “acho Trabalhar Cansa um filme incrível. Sei que Quando eu era vivo é uma adaptação. Conheço as diferenças entre o livro e o roteiro, estou curioso.”

Fonte: Imprensa SindBancários

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER