Cesta básica de PoA é segunda mais cara

Mesmo com a terceira queda seguida, preço dos produtos da cesta da capital gaúcha atinge R$ 458,29 e só fica atrás de São Paulo em setembro

A cesta básica de Porto Alegre foi a segunda mais cara do país em setembro, mesmo com a terceira queda seguida, de acordo com o cálculo divulgado na sexta-feira, 4/10, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

No mês passado, o preço do conjunto de gêneros alimentícios básicos caiu 2,32% na capital gaúcha, passando de R$ 469,17 em agosto para os atuais R$ 458,29. No ano, a cesta básica registra queda de 1,38%, porém nos últimos 12 meses teve alta de 8,34%.

Porto Alegre ficou atrás apenas do valor registrado pelo Dieese em São Paulo (R$ 473,80). O terceiro lugar foi ocupado pela cidade de Rio de Janeiro (R$ 458,21) e o quarto lugar por Florianópolis (R$ 454,94). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 328,70) e Salvador (R$ 345,04).

Na passagem de agosto para setembro, dos 13 produtos que compõem a cesta, sete ficaram mais baratos: o tomate (-24,51%), a batata (-8,71%), o feijão (-1,90%), a manteiga (-0,88%), o café (-0,78%), o leite (-0,69%) e a carne (-0,39%). Cinco itens registraram alta: a banana (11,04%), o óleo de soja (6,12%), o açúcar (1,75%), o pão (0,77%) e o arroz (0,72%). A farinha de trigo ficou estável (0,00%).

O cálculo do Dieese ainda aponta que, em setembro, o valor da cesta básica representou 49,91% do salário mínimo líquido, contra 51,10% em agosto de 2019 e 48,20% em setembro de 2018. O trabalhador com rendimento de um salário mínimo necessitou, em setembro, cumprir uma jornada de 101 horas e 2 minustos para adquirir os bens alimentícios básicos.

Em setembro, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.980,82, ou 3,99 vezes o mínimo de R$ 998,00. Em agosto, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 4.044,58, ou 4,05 vezes o mínimo vigente.

Clique aqui para acessar o estudo do Dieese.

Fonte: CUT-RS com Dieese e Jornal do Comércio

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