Categoria bancária veste preto em protesto à intransigência da Fenaban

Dia Nacional de Luta denuncia o descaso dos bancos, que se negam a atender as demandas da categoria

Bancárias e bancários de todo o Brasil estão mobilizados nesta terça-feira (23) em mais um Dia Nacional de Luta. Vestindo preto, trabalhadores protestaram contra a postura intransigente dos banqueiros, que se negam a atender as reivindicações da categoria nesta Campanha Nacional.

Em Porto Alegre e região, dirigentes do SindBancários visitaram agências e unidades bancárias para dialogar com funcionários e clientes sobre o andamento das negociações. No centro da Capital, foi montada uma banca em frente ao Edifício Querência, da Caixa, com distribuição do jornal O Bancário e camisetas para a categoria. Dirigentes dialogaram com colegas quanto à situação da campanha. Até o momento, após 13 rodadas de negociação, a Fenaban ainda não apresentou proposta para correção de salários e Participação nos Lucros e Resultados (PLR), para ajuda de custos com o teletrabalho e para combate ao assédio sexual no setor. Quando ao combate ao assédio moral, os bancos responderam que é uma questão de comportamento de alguns gestores, mas vão ampliar a orientação para coibir tal conduta. Também aceitaram criar uma comissão para debater sobre o estabelecimento de metas.

Na mesa desta terça-feira (23), os bancos apresentaram proposta de reajuste do vale alimentação e vale-refeição abaixo da inflação. Numa inflação de 8,88%, querem dar apenas 7,99% de reajuste. Isto é 48% da inflação atual dos alimentos. O comando recusou.

A 2ª secretária-geral do SindBancários e funcionária do Banrisul, Silvia Chaves, salienta que as propostas apresentadas pelos bancos até o momento demonstram desrespeito com uma categoria que não parou nem mesmo na pandemia. “Com a força de trabalho dos bancários e bancárias, mantiveram-se os ganhos excepcionais que os banqueiros tiveram; esse é o motivo desse Dia de Luta. Vestimos preto como forma de protesto”, afirma.

Para Priscila Aguirres, diretora do SindBancários e empregada do Banco do Brasil, a importância deste dia de vestir preto é mostrar a representatividade da categoria bancária nas negociações. “Precisamos mostrar que temos força de mobilização e que nós estamos em busca de uma proposta decente, que recoloque as perdas salariais que vêm acontecendo ao longo deste desgoverno, e que tenha um avanço nas nossas condições de trabalho, no salário, nas verbas de alimentação e refeição”, pontua.

Em frente ao Edifício Querência, na Praça da Alfândega, funcionários da Caixa puderam retirar a última edição do jornal O Bancário, com as atualizações das negociações, e pegar a camiseta da campanha salarial deste ano. Para a diretora do SindBancários e trabalhadora da Caixa Econômica Federal, Caroline Heidner, “os empregados do banco deram uma resposta muito satisfatória, estão atentos ao que vem sendo discutido nas mesas”. Conforme avalia, “eles estão prontos para reagir às propostas dos banqueiros, que são indecentes e não contemplam nem a totalidade da inflação do período”.

Já nas instituições privadas, a adesão dos empregados aos movimentos é mais silenciosa, por conta do clima de medo entre os trabalhadores que se posicionam, segundo explica o diretor e bancário do Itaú, Eduardo Munhoz. “Nos bancos privados a gente sabe como funciona a perseguição em cima dos funcionários que reivindicam seus direitos. Há um medo muito grande de retaliações e demissões no caso de uma ampla adesão dos bancários das instituições privadas. Por isso é que não estamos registrando imagens desses trabalhadores, para preservá-los”, explica o dirigente.

Texto: Amanda Zulke e Marcus Perez, com informações da Contraf/CUT

Foto: Amanda Zulke e Fernanda Hartmann 

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