Carmem Guedes assume a pasta de Gênero e Juventude do SindBancários

Diretoria era ocupada pela bancária do BB, Bia Garbelini. Mandato tem duração até 2024

Bancária há 43 anos, Carmem Guedes é a noda diretora de Gênero e Juventude do SindBancários. Funcionária só Santander, ela assume a pasta antes ocupada pela diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do , Bia Garbelini, que assumiu cargo de a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), no começo do ano.

Carmem será a segunda mulher a ocupar a pasta, criada durante as eleições de 2020, através de alteração no Estatuto do Sindicato.

A diretora, que também ocupa a terceira suplência da pasta de Diversidade e Combate ao Racismo, era trabalhadora do antigo banco Sulbrasileiro e acompanhou momentos importantes da luta bancária, como a Greve de 1979, período em que a entidade e seus associados enfrentaram o regime militar pelo direito à greve.

Para ela, o novo desafio está diretamente relacionado à representatividade dentro dos bancos.

“Cada vez mais mulheres atuam dentro de agências e escritórios bancários e isto é extremamente importante, uma vez que somos mais da metade da população brasileira, conforme Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD)”, explica a diretora, que também pretende debater iniciativas para aproximar ainda mais jovens trabalhadores da entidade sindical.
“É um desafio muito grande, até porque sou jovem há mais tempo”, brincou.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase dois terços dos desempregados eram pretos e pardos, Os números apurados pelo órgão ainda apontam que ganham menos. E 30% procuram emprego há mais de 2 anos. As taxas médias de desemprego variam de 5% a 15% e há estados com 60% de informalidade, para uma média nacional, já alta, de 40%. A exclusão atinge principalmente jovens, negros e mulheres.

Carmem, enquanto mulher negra, acredita que é seu papel chamar atenção para as distorções que existem no mercado de trabalho bancário;
“A nossa luta é para que, cada vez mais, mulheres negras ocupem cargos importantes dentro de bancos públicos e privados”, conclui.

Fonte: Texto de Marcus Perez| Imprensa SindBancários

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