Candidato da Chapa 1 da Previ tem cargo de confiança no Ministério da Economia

Paulo Guedes nunca escondeu desejo de privatizar BB, com plano que traz riscos à Caixa de Previdência dos funcionários do banco

Fabiano Amann, que disputa cargo do Conselho Fiscal pela chapa 1, nas eleições da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) ocupa cargo de confiança na Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União. O órgão é vinculado à Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, do Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes e responsável pelos processos de privatização do governo federal.

“O atual governo nunca escondeu o interesse em privatizar importantes empresas públicas, incluindo o Banco do Brasil; e todos nós sabemos que a privatização do BB colocaria em risco a Previ”, destaca o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

Outro fator preocupante levantado pelas entidades que representam os trabalhadores da ativa e aposentados do BB é o risco de interferências políticas via eleições Previ. “A entidade é dos funcionários do banco e como tal, não pode ser submetida ao risco de interferências de governos ou do mercado, colocando em risco o patrimônio de toda uma vida de trabalho”, completa Fukunaga.

Conforme a diretora da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grade do Sul (Fetrafi-RS), Priscila Aguirres, são situações como essa que reforçam a importância dos funcionários do banco votarem em quem realmente represente os interesses de classe da categoria.

“É por isso que, nós da Fetrafi-RS e do SindBancários, apoiamos a chapa 3, que é composta por candidatos que nós conhecemos que possuem um histórico de defesa dos direitos dos funcionários do Banco do Brasil. A Previ sempre esteve na mira do mercado, através de movimentações no Congresso e por isso que a categoria precisa estar atenta quanto ao histórico dos candidatos que estão querendo interferir na previdência dos funcionários do BB. Isto é perigoso para o futuro da Previ, uma entidade que sempre primou pela boa gestão justamente por ser gerida por funcionários de carreira do Banco do Brasil.

Ameaças claras

O Ministério da Economia trabalha atualmente na formulação de um Projeto de Lei (PL) que enfraquece as entidades fechadas de previdência complementar. O PL propõe permissão da portabilidade de seus planos de previdência a bancos privados, o fim da obrigatoriedade de representação paritária entre participantes e patrocinadores em sua gestão e a redução da participação dos trabalhadores na gestão dos seus recursos – o que acontece via eleição de metade dos conselheiros e diretores da Previ.

O PL é uma proposta de revisão das Leis Complementares 108 e 109 de 2001, fomentado desde o ano passado pelas Iniciativas de Mercado de Capitais do Ministério da Economia (IMK/ME), grupo que nasceu no coração da pasta liderada por Paulo Guedes. “Não podemos perder de vista que, há tempos, o mercado financeiro está de olho no patrimônio de R$ 1,2 trilhão dos trabalhadores geridos pelos fundos de pensão, do qual a Previ administra mais de R$ 220 bilhões”, pontua Fukunaga.

Fonte: SindBancários com informações da Contraf-CUT

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