Campanha nacional dos bancários: uma batalha para além da categoria

 

A categoria bancária terá uma importante campanha pela frente. Na anterior, em 2020, foi uma das poucas classes de trabalhadores que conquistou reajuste salarial em plena pandemia, usando como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Além disso, teve renovada sua Convenção Coletiva de Trabalho, garantindo todos os direitos conquistados até ali. A batalha não foi fácil, mas tudo indica que a deste ano será ainda mais difícil.

Nossa campanha termina em agosto. Ou seja, estaremos há um mês do processo eleitoral mais importante que já vivemos no nosso país, talvez mais até que o de 1989, quando conquistamos o voto direto após uma luta de quase 30 anos. Agora, mais uma vez, teremos a oportunidade de derrotar um governo que é contra a instituições democráticas e, assim, retomar um projeto de Brasil para os trabalhadores.

Sabemos o que representaria a reeleição e não podemos permitir que isso aconteça. Historicamente, a categoria bancária ocupa a linha de frente na defesa dos trabalhadores, contra os ataques do governo e do Capital. Resistiu às tentativas de mexer na sua jornada de trabalho, combateu diversas ameaças de venda do patrimônio público, reivindicou melhores condições de trabalho e preservação da vida durante a pandemia, lutou e luta pela ampliação do emprego, dos direitos trabalhistas, pelo salário digno.

Por isso, é nosso papel convocar trabalhadores e trabalhadoras contra a reeleição de Bolsonaro. Ele governa para o setor econômico, de acordo com os interesses do Capital. Seu governo é marcado por entrega e sucateamento do patrimônio público, pela retirada constante de direitos, ataques ao meio-ambiente, aprofundamento de preconceitos e a intenção de destruir as organizações de trabalhadores.

Se no Brasil temos setores da população cada vez mais abaixo da linha da pobreza, sem as condições mínimas de se alimentarem, os demais setores da sociedade também sofrem. Na categoria bancária não é diferente. Nosso poder aquisitivo foi corroído como o dos demais trabalhadores e recompor essa defasagem talvez seja mais desafiador este ano.

Por outro lado, apesar dos avanços tecnológicos e do aumento da concorrência, o que a gente vê é que os bancos crescem cada vez mais. Quando os juros sobem e a inflação chega a patamares nunca vistos, são os bancos que mais lucram. São os banqueiros que enriquecem em cima da desgraça de um povo que toma crédito impagáveis para sobreviver. E, entre os gigantes do Capital, não se observa nenhum compromisso com a sociedade, eles fecham agências, demitem trabalhadores, descumprem as leis, adoecem a categoria.

É preciso que se preste atenção à campanha nacional dos bancários, pois esta é um balizador dos rumos do País, influencia e é influenciada pela conjuntura política, econômica e social. Mas de nada adiantará termos uma campanha vitoriosa, se mantivermos um governo e um Congresso Nacional comprometidos com o patrão. Esse é o debate que faremos com nossos colegas bancários. Este é o debate que faremos com a sociedade.

 

(*) Por Juberlei Baes Bacelo, diretor da Fetrafi-RS

 

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