Campanha Nacional 2017: Nossa luta é permanente contras as reformas, em defesa dos bancos públicos e por emprego decente

Desde que o desmonte das relações de trabalho de Temer começou, travamos grandes batalhas contra a retirada de direitos em grandes atos nas ruas de todo o Brasil, ao lado de milhões de trabalhadores, nos gabinetes de parlamentares, nas redes sociais. Mas precisamos avançar. Agora, a mobilização será no dia a dia dos locais de trabalho, na defesa das conquistas dos bancários e bancárias.

A vida dos trabalhadores nunca foi fácil. Todas as conquistas foram fruto da luta coletiva organizada pelos Sindicatos, entidades que ficaram ainda mais importantes após a aprovação dessas medidas que acabam com a CLT e precarizam a vida do trabalhador. Também é parte de nossa história a resistência aos constantes ataques das elites aos nossos direitos. E com as reformas de Temer a nossa vida irá piorar.

As bancárias e os bancários já travam a sua luta na Campanha Salarial 2017. Este ano, teremos que lutar muito para manter conquistas. Isso porque garantimos com uma grande greve no ano passado aumento real de 1% em todas as nossas verbas salariais numa Convenção Coletiva válida por dois anos. Essa estratégia se provou acertada.

Vamos precisar lutar juntos, com muita participação dos bancários, para construir, nas mesas de negociação, cláusulas protetivas, em nossa Convenção Coletiva 2017, que já protege nosso piso salarial, ganhos reais, auxílio creche/babá, vales refeição e alimentação, 13ª cesta, PLR, igualdade de oportunidades e dezenas de outras conquistas. É urgente lutarmos para que os bancos não apliquem a Reforma Trabalhista e a terceirização nas nossas vidas de trabalhadores.

Vamos à greve, se for preciso! Temos o compromisso de defender os bancos públicos da ameaça de desmonte e privatização e lutar por trabalho decente, com mais contratações nos bancos públicos e privados, concurso público, quadro de carreira em todos os bancos e buscando alternativas para o impacto das tecnologias no emprego.

Estamos diante de uma estratégia de retirada de direitos dos trabalhadores e aumento de lucro que ainda não tínhamos visto na história do Brasil. Senadores não se constrangeram em votar e trair os trabalhadores no dia 11 de julho quando aprovaram a Reforma Trabalhista (veja na página 2 a lista dos traidores). E nós temos o compromisso de nunca mais votar neles.

Tudo que esteve e está ao alcance dos movimentos social e sindical foi e será feito. Mas, a partir de agora, precisamos ampliar a mobilização em cada local de trabalho, junto às nossas famílias e com os nossos amigos. Cada ameaça, cada desrespeito que os bancários foram alvo, como pressão por metas e assédio moral, deve ser denunciado. Não vamos aceitar calados que os bancos avancem contra nossas conquistas. Estaremos juntos fiscalizando, construindo a mobilização, exigindo respeito.

A nossa luta fez a nossa história. E nós precisamos lutar pelo nosso futuro!

Defesa do emprego e da carreira do bancário

– Enfrentar o processo de reestruturações que os bancos estão praticando, que tende a se aprofundar com mais desemprego.

– Não à terceirização das atividades fim.

– Luta contra descomissionamentos; bancários devem ser realocados e requalificados, sem perdas salariais, em caso de mudanças organizacionais.

– Concurso público nos bancos estatais.

– Mais contratações.

– Cumprimento da jornada de 6 horas.

– Quadro de carreira em todos bancos.

– Melhorias nas condições de trabalho, fim assédio moral e metas abusivas.

– Negociar que as mudanças organizacionais e utilização de tecnologia não gerem desemprego e sobrecarga.

 

Defesa dos bancos públicos

– Fortalecer as frentes parlamentares em defesa dos bancos públicos.

– Realizar amplo debate na sociedade mostrando a importância social dos bancos públicos.

– Envolver o funcionalismo na defesa de nossas instituições.

Fonte: Imprensa SindBancários

Crédito fotos: Anselmo Cunha e Carol Ferraz

 

 

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