Câmara aprova MPV que ataca a categoria bancária

Texto original permite a abertura dos bancos aos sábados e feriados e o aumento da jornada dos bancários de 6h para 8h e altera as regras da PLR

Em meio a uma das mais graves crises da história, os deputados federais ligados a empresários, banqueiros e ao governo federal se aproveitaram da impossibilidade dos trabalhadores se mobilizarem – devido ao isolamento social para evitar a proliferação da pandemia do novo coronavírus (Covid 19) – e aprovam Medida Provisória (MPV) 905, que retira ainda mais direitos e flexibiliza o contrato de trabalho. O placar do plenário da Câmara dos Deputados foi de 322 votos sim contra 153 votos não.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, realizou uma live na noite da votação para acompanhar a votação e criticar o golpe que deputados “inimigos dos trabalhadores” deram na economia e no povo brasileiro. “Primeiro disseram que teríamos crise se não aprovassem a reforma trabalhista em 2017. Depois, foi a reforma da Previdência e a mentira do rombo. Agora, voltaram a mentira com a carteira verde e amarela. E a economia do país não para de descer ladeira abaixo”, avaliou Gimenis.

De fato, mesmo com todas essas reformas desde 2017, a economia cresceu apenas 1% em 2019 e o número de desempregados não se reduz de 12% da população. “A recessão acontece porque o governo Temer e agora i governo Bolsonaro só fazem entregar direito para os banqueiros e grandes empresários. A economia se recupera com mais direitos e renda  para os trabalhadores”, acrescentou Gimenis.

Assista manifestação do presidente do SindBancários Everton Gimenis contra a MPV 905

Votação da MP 905: ataques frontais aos direitos do trabalhador!

A base do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados vai aprovar ainda hoje o projeto que retira dinheiro dos desempregados e dá para os banqueiros. Bancários perderão também a jornada de 6h, é tudo o que a Fenaban queria!Não perca hoje a live com Gimenis às 22h!

Publicado por Everton Gimenis em Terça-feira, 14 de abril de 2020

Bancários no front do coronavírus

“Os bancários se arriscando na linha de frente das agências para atender a sociedade e os bancos conspirando para tirar direitos da categoria no Congresso”, lamentou Jeferson Meira, o Jefão, secretário de Relações do Trabalho da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

A medida provisória que deu origem ao programa Contrato Verde e Amarelo tem validade até o próximo dia 20 e ainda precisa ser aprovada pelo Senado para seguir para sanção do presidente Jair Bolsonaro. Se o texto não foi aprovado pelos senadores até o dia 20, perderá validade.

Jefão classifica a votação como atípica. “No momento em que o Congresso tinha feito um acordo para priorizar os projetos de combate ao coronavírus, é colocado em pauta uma MP que precariza ainda mais as relações e os contratos de trabalho, atacando novamente a CLT e a dignidade do trabalhador. Pior ainda, a aprovação nesta semana é uma real insanidade. Não há qualquer urgência em aprovar esta carteira verde e amarela. No momento em que os deputados deveriam se preocupar em aprovar medidas para acudir a população, diante da pandemia em que vivemos, eles só pensam em retirar ainda mais direitos e beneficiar os empresários e os banqueiros.”

Jefão lembra que o desemprego formal se ampliou a partir da aprovação da reforma trabalhista de Temer. “A MPV 905 é uma ampliação ainda mais cruel da já terrível reforma Trabalhista.”

Jornada dos bancários

Os bancários que operam no caixa terão a jornada de trabalho de até 6 horas diárias, com um total de 30 horas por semana. Os demais empregados em bancos, em casas bancárias e na Caixa Econômica Federal receberão gratificação de função não inferior a 40% do salário do cargo efetivo, que remunera a 7ª e 8ª hora trabalhadas. Sendo considerada apenas hora extra, após as oito horas trabalhadas;

Permite que a jornada normal de trabalho dos bancários que operam exclusivamente no caixa possa ser prorrogada até 8 horas diárias, não excedendo de 40 horas semanais, observados os preceitos gerais sobre a duração do trabalho;

Aos sábados, domingos e feriados poderão trabalhas apenas as atividades envolvidas no processo de automação bancária, teleatendimento, telemarketing, Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), ouvidoria e serviços por canais digitais.

Fonte: Contraf-CUT, com edição de Imprensa SindBancários

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