Sindicalista debate com superintendente da Caixa reestruturação no RS

A possibilidade da Caixa extinguir três das superintendências regionais no estado foi debatida com o diretor estadual do banco, Hélio Durant

Em reação a anunciada reestruturação das superintendências regionais da Caixa no estado, que passariam de sete para quatro, o diretor da Contraf-CUT e membro do comissão de empregados da Caixa (CEE), representante da Fetrafi-RS, Gilmar Aguirre, reuniu-se com o superintendente nacional do banco, Hélio Duranti (à esquerda na foto), no último dia 28.

Para Gilmar, fica claro que faltou diálogo com os trabalhadores, no processo desenvolvido pelo banco público. O dirigente salientou que ninguém do movimento sindical é contrário a uma Caixa competitiva e moderna, mas a busca por esses objetivos precisa ser feita a partir de uma “construção conjunta”, que envolva a direção e os trabalhadores do banco, que tem 159 anos de história.

Durante o encontro, foi entregue uma carta ao superintendente Helio solicitando a suspensão desta proposta de reestruturação. Segue abaixo o link da carta.

Ofício FETRAFI-RS SG 005-2020

 

Extinção e reação
Com a reestruturação, estão previstas realocações de pessoas, funções e nominatas de novos cargos. Além disso,
a direção planeja a extinção de algumas superintendências regionais, que seriam “substituídas” por novas estruturas executivas, via rede. Aguirre lembra que o impacto disso não diz respeito apenas ao público interno, aos bancários da Caixa, mas também às comunidades atendidas pelo banco. “Já temos notícias de associações de prefeituras que estão se mobilizando em relação à extinção das superintendências”, apontou.

Mas Aguirre frisou que a reestruturação ainda é um projeto que não está encerrado, pois deve passar pelas instâncias deliberativas da Caixa, como conselho diretor e conselho de administração. “Isso tudo terá que ser votado. É fundamental dizer aos colegas: estamos de olho. Em caso de qualquer irregularidade, denunciem ao sindicato que tomaremos as medidas cabíveis”, afirmou.

Banco social
O militante sindical chamou atenção para a possibilidade de ações discriminatórias nos processos de PSI, lateralidade ou decesso. “A Caixa é um banco social. Resistimos a muitas reestruturações e resistiremos a essa também. Queremos, sim, um banco moderno, mas com transparência e tranquilidade para os empregados envolvidos”, defendeu.

 

Texto: Caio Venâncio.

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