Caixa se recusa a criar comitê paritário para avaliar PSIC. Denúncias são de graves falhas no processo

Mesmo com as várias denúncias sobre problemas na aplicação das provas para formação de banco de habilitados, em andamento desde abril deste ano, a Caixa Econômica Federal voltou a negar a ocorrência de falhas no Processo de Seleção Interna por Competência (PSIC). A resposta foi dada na semana passada, após os questionamentos feitos pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), em ofício encaminhado em 22 de junho.

O banco também se recusou a atender reivindicação das entidades representativas de criação, com a urgência que o momento requer, de um comitê paritário para acompanhar e sugerir melhorias no PSIC. Esta é uma das propostas aprovadas pelo 31º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), realizado em São Paulo (SP), entre os dias 12 e 14 de junho. “É lamentável que o banco mantenha a postura arrogante e intransigente de não reconhecer os problemas ocorridos. É preciso eliminar o clima de incertezas que permeia o processo”, frisa Fabiana Matheus, coordenadora da CEE/Caixa.

Na base do SindBancários, as denúncias começaram em fins de maio. Colegas procuraram diretores para detalhar suspeitas de favorecimento no processo. “Há problemas em todas as fases do processo de seleção. Desde a publicação de informe sem bibliografia até questões mal redigidas. O mínimo que a Caixa poderia fazer para reduzir as suspeitas e tornar o processo seletivo mais confiável é sentar na mesa e debater melhorias reivindicadas pelos trabalhadores”, diz a diretora do SindBancários e empregada da Caixa, Virginia Faria.

Como informado no ofício enviado à Caixa, as denúncias são de graves falhas no processo. Entre elas, as de questões erradas e mal redigidas, dificuldades na visualização dos testes, conteúdo diferente do solicitado nos editais, falta de transparência e não permissão de recursos e de acesso aos resultados individuais. “A empresa se coloca à disposição para dialogar. Mas a melhor forma seria mesmo com um comitê com representantes do banco e dos trabalhadores, com toda a transparência”, diz Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae.

Para Fabiana Matheus, a mobilização para melhorar sempre mais o PSIC dá-se em compasso com o movimento por condições dignas de trabalho em todos os setores da Caixa. Segundo ela, é fundamental que os problemas continuem a ser denunciados pelos empregados. “A luta para que todo o processo seja avaliado por um comitê paritário não acabou. Por isso, os prejudicados pelas falhas no PSIC não podem se calar. Vamos continuar monitorando o caso e cobrando medidas eficazes da empresa”, garante.

Fonte: Fenae

 

 

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