Caixa: governo se aproveita da poupança digital para abrir caminho à privatização

Para analistas do mercado, iniciativa visa levar subsidiária à bolsa para abertura de capitais no futuro, prejudicando a população

A lei que torna permanente a poupança social digital, sancionada na última semana pelo presidente Jair Bolsonaro, está sendo avaliada como mais uma iniciativa do Governo Federal para alavancar as privatizações. Por meio da poupança digital poderão ser pagos todos os benefícios sociais do governo, como Bolsa Família, bem como benefícios previdenciários, municipais e estaduais.

A avaliação de analistas de mercado, conforme declarações feitas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e veiculadas pelo serviço on line de divulgação do veículo Estado de São Paulo, é que, com a mudança, o Executivo crie alicerces para levar o Banco Digital da Caixa Econômica Federal à bolsa nos próximos meses.

Tratativas do banco digital

Segundo a informação repassada pelo Broadcast, as tratativas com o Banco Central para a formalização do Banco Digital como subsidiária apartada da Caixa, ponto necessário para uma eventual abertura de capital no futuro, estão em estágio inicial.

A iniciativa é vista como mais uma investida do governo federal para privatizar o banco público a partir da venda das suas subsidiárias, dentro de uma agenda que tem como alvos a Caixa Cartões, Caixa loterias e a gestão de ativos.

Subsidiárias são o alvo

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, a abertura de capital é a privatização do banco. “A abertura de capitais é o enfraquecimento brutal da Caixa e isso para nós é a privatização. Por isso somos contra”, afirmou ele, para quem a população será a mais atingida com esta ação.

“São as subsidiárias da Caixa que permitem que o banco financie menores taxas para a compra da casa própria e realize a operação de toda a área social, como benefícios ao trabalhador, acesso a produtos e serviços por meio da bancarização, além do Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), por exemplo”, destacou Takemoto.

Fonte: Fenae, com Edição de Imprensa SindBancários.

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