Caixa comete ilegalidade no ponto

Sindicato denuncia que direção está mascarando dados do Projeto Remoto ao simular um número maior de empregados em teletrabalho do que a realidade

Em denúncias ao SindBancários, empregados da Caixa trazem relatos de que gestores em agências estão convocando parte dos colegas que estão no Projeto Remoto durante o revezamento para retornarem antecipadamente às agências.

Como se não fosse suficiente perigo para os empregados da Caixa trabalhar em tempo de pandemia do novo coronavírus e de dificuldades para a população pobre receber o auxílio emergencial, um ataque impõe uma ilegalidade na vida laboral dos empregados da Caixa nesta semana. Afinal, os relatos também dão conta de uma imposição ilegal de gestores em relação ao registro do ponto eletrônico.

De acordo com as denúncias, colegas são obrigados a voltar antecipadamente do revezamento, mas os gestores não cancelam os contratos no Projeto Remoto e os fazem trabalhar na agência sem registro de ponto.

“O teletrabalho na modalidade Projeto Remoto está normatizado pela Caixa no manual RH226, que afirma que a jornada do empregado deve ser mantida, porém por contrato por produtividade, sem registro de jornada. Mas se o empregado está na agência, é inconcebível que lhe seja negada a marcação do ponto, isso é uma grave irregularidade”, destaca a diretora do SindBancários e empregada da Caixa, Caroline Heidner.

Além de trabalharem com medo da pandemia e ficar expostos a Covid-19, os colegas estão tendo que lidar com mais um tipo de pressão desnecessária. “A direção da Caixa deveria ter a sensibilidade de reconhecer o maravilhoso trabalho que os bancários têm feito para atender às pessoas que mais precisam e dar as condições decentes de trabalho”, diz o diretor Financeiro do SindBancários, Tiago Vasconcellos, que também é empregado do Caixa.

Mascarando os dados do Projeto Remoto

No entanto, ao invés de respeito e reconhecimento, os empregados sofrem mais pressão e ainda enfrentam esta ilegalidade imposta pela gestão do presidente Pedro Guimarães. E o objetivo é claro: mascarar os dados do Projeto Remoto.

Na prática, o número de empregados fora do grupo de risco que estão no Projeto Remoto da Caixa não é verdadeiro, pois a prática adotada por parte dos gestores e denunciada ao Sindicato simula um percentual de empregados em teletrabalho acima do verdadeiro. Enquanto o governo finge que paga o auxílio emergencial de forma rápida e eficiente, Pedro Guimarães finge que protege os empregados da Caixa.

A orientação do Sindicato é que os colegas denunciem (verifique como denunciar anonimamente ao final desta matéria) para que medidas cabíveis possam ser tomadas.

“É importante atentar ao que foi negociado com a Caixa – o revezamento é de uma semana. Não podemos aceitar que os colegas recebam ligação dos gestores no segundo ou terceiro dia de teletrabalho mandando que se apresentem no dia seguinte, e ainda às escuras, sem o registro do ponto. Que fique claro: os protocolos de prevenção à Covid-19 foram negociados e não podem ser abandonados unilateralmente pela Caixa. O revezamento semanal deve ser respeitado, bem como o ponto de todos os que estão na agência deve ser registrado no SIPON”, complementa Caroline Heidner.

Empregados da Caixa, atenção ao bater o ponto

O SindBancários tem recebido denúncias de empregados da Caixa que voltam do teletrabalho para trabalhar nas agências sem a suspensão do contrato de trabalho na modalidade Projeto Remoto, o que os impede de registrar o ponto. O Sindicato esclarece que essa medida é ilegal e pede que seja denunciada pelo bit.ly/bancariodenuncie.

Fonte: Imprensa SindBancários

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