BRDE sinaliza interesse em negociar horas extras não pagas aos trabalhadores do banco

Banco realizará levantamento das horas registradas nos últimos anos para subsidiar continuidade da negociação.

Na mesa de negociação com o SindBancários, mediada por representantes da Federação Nacional dos Bancos (FENABAN) o Banco de Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) sinalizou, nesta quinta-feira (12) que tem interesse em negociar a demanda do sindicato a respeito das horas extras não pagas aos seus trabalhadores nos últimos 10 anos.
Durante a reunião híbrida, realizada online e fisicamente na sede do Sindicato, a diretoria do banco se comprometeu em efetuar o levantamento do passivo apontado pelo sindicato e apresentar os dados para a continuidade da negociação.

Para o presidente do Sindbancários, Luciano Fetzner, é obrigação do sindicato representar o interesse dos trabalhadores em reivindicar o pagamento de quaisquer horas extras realizada e não pagas, seja para trabalhadores com jornada de 6h, seja para aqueles que efetuam 8h. “É nossa responsabilidade cobrar que as horas extras que excederam ao contratado sejam devidamente compensadas aos profissionais do BRDE e é isso que estamos fazendo, verificando como os prejuízos sofridos pela categoria podem ser reduzidos. Por enquanto as negociações estão sendo pautadas pela tranquilidade e esperamos que o tom do diálogo siga sendo este até o final do processo”, avalia Fetzner.

Além do presidente do SindBancários, participaram da reunião a diretora de Financeiras e Terceirizadas, Caroline Heidner, assessoria jurídica do sindicato e também representantes da Federação dos Brasileira de Bancos (Febraban) e do próprio banco. No dia 28 de março, o SindBancários notificou o BRDE, através de ofício encaminhado à FENABAN via CONTRAF-CUT, solicitando a construção de um acordo para corrigir o problema de não pagamento de horas extras em algumas situações.

A diretora Caroline Heidner destaca que o SindBancários permanece atento aos direitos da categoria. “Saímos da negociação de hoje com a expectativa de que o banco apresente o levantamento das horas extras não pagas no prazo estabelecido em mesa, e que traga a sua proposta de regularização na próxima rodada no dia 14/06”, complementou Caroline.

O diretor da Fenaban, Adauto Duarte, ressaltou a importância das mesas de negociação e do diálogo, dando destaque à Convenção Coletiva Nacional da categoria (CCT), que além de igualar direitos e deveres de bancos e bancários em todo o território nacional, prevê mecanismos de mediação para soluções amigáveis em todo tipo de impasse.

O BRDE também apontou que o atual sistema de banco de horas, presente nos acordos coletivos mais recentes da instituição, estabelece um recorte de tempo em relação a esse impasse sobre horas extras. Segundo eles, “o objeto dessa negociação está delimitado do acordo para trás”. Os representantes do banco de fomento ainda argumentaram que, para o assunto ter condições de evoluir tranquilamente, precisavam de algumas semanas para estudarem o caso e transitarem pela diretoria. Por isso, a próxima rodada para tratar do assunto ficou prevista para 14 de junho.

Fonte: Imprensa SindBancários 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER