BRDE insiste no fim antecipado do teletrabalho emergencial

Dirigentes do SindBancários e representante do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região estiveram reunidos na manhã da sexta-feira, 10/9, com a representação da direção do BRDE. Foi mais uma rodada de negociações sobre o Acordo Coletivo de Teletrabalho do BRDE.

Na reunião anterior, da sexta-feira, 3/9, foi demandado ao banco que firmasse o compromisso de manter o teletrabalho emergencial por conta da pandemia (modalidade vigente) no mínimo até que haja a conclusão da negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários, em curso neste momento.

Porém, o BRDE frustrou a expectativa dos sindicatos e dos funcionários e se recusou a assumir o compromisso. O BRDE pretende ser o primeiro banco a abandonar o teletrabalho emergencial, dando as costas para as negociações coletivas, ignorando que o estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) ainda não foi levantado e desrespeitando seus funcionários.

A negativa do banco praticamente travou qualquer possibilidade de avanço na negociação do ACT de teletrabalho. Há sobre a mesa, além da desastrada decisão de retorno antecipado do emergencial, ainda impasses sobre outros pontos do teletrabalho no pós-pandemia, em especial a insistência em manter o número mínimo de dias no presencial muito elevado, em rota de colisão com o que os funcionários esperam, e a negativa de ajuda de custo para os dias de teletrabalho.

O banco manteve os avanços das rodadas anteriores, como registro de jornada e ajuda de custo apenas para o período de teletrabalho emergencial, retroativo ao seu início. No entanto, cabe salientar, o BRDE ainda não formalizou uma proposta escrita.

Frente ao impasse, os negociadores do banco solicitaram nova mesa de negociação no final da tarde de terça, 14/9. No entanto, será necessário que a diretoria reveja suas posições e mande compromissos que tranquilizem o quadro funcional, suspendendo o retorno antecipado, bem como que formalize uma proposta na qual o banco não transfira o custo do trabalho para o bolso dos seus funcionários.

Afinal, o empenho dos funcionários do BRDE durante o teletrabalho emergencial garantiu ao banco um resultado histórico. É, no mínimo, um deboche o banco achar que além da excelência nos resultados, os trabalhadores ainda tenham que “doar” energia elétrica, água, internet de suas casas, além do desgaste de seus equipamentos, ao banco.

Fonte: Imprensa SindBancários

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