Brasil de Bolsonaro despenca mais cinco posições no ranking de desenvolvimento da ONU

Tão rico em recursos naturais e potencial econômico, no continente o nosso país está atrás da Colômbia e Peru, sem falar no Chile, Argentina e Uruguai

Desgovernado por Jair Bolsonaro, tendo como orientação a fracassada política econômica do ministro Paulo Guedes, aliada à ausência absoluta de projetos federais no campo social, o Brasil despenca mais cinco posições no ranking internacional do IDH, divulgado no último dia 18/12 pelo  IDH Pnud (Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento) da ONU.

É desalentador para os brasileiros saber que uma nação tão rica em recursos naturais e potencial econômico continua atrás no ranking que mede a qualidade de vida dos seus vizinhos do continente sul-americano, como Chile (0,851), Argentina (0,845), Uruguai (0,817), Peru (0,777) e Colômbia (0,767).

O maior problema por aqui continua sendo a estagnação na educação, que não consegue avançar na comparação com o resto do mundo. Os melhores exemplos internacionais ensinam que não há saída no campo educacional sem a escola pública de qualidade em horário integral e que, sem educação, a riqueza de uma nação será sempre para poucos.

Menor verba à educação

Recentemente o presidente Bolsonaro tentou tirar dinheiro do Fundeb, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação para financiar o “Renda Cidadã”, o programa de transferência de renda que ainda não saiu do papel. A ideia do atual presidente é que o tal programa possa substituir o Bolsa Família, criado pelo governo Lula. Bolsonaro percebeu que os programas de renda mínima historicamente resultam em muito mais popularidade para os governantes do que investir em educação de qualidade.

Menos mal que na última quinta-feira, 17, a Câmara dos Deputados aprovou em definitivo, o projeto que regulamenta o novo Fundeb. As regras vão à sanção do presidente. O texto foi aprovado sem os trechos que, na prática, podiam retirar cerca de R$16 bilhões da rede pública, conforme pretendia o presidente da República. Esses pontos chegaram a ser aprovados pela Câmara inicialmente, mas foram retirados pelo Senado.

“Pilantropia”

Uma das alterações pretendidas pelos governistas, abria espaço para que escolas privadas “sem fins lucrativos”, de base filantrópica ou religiosa, também recebessem dinheiro público. A regra valeria inclusive para colégios ligados ao Sistema S (Senai, Sesi, Senac, Sesc).

Atualmente, a Constituição já permite o repasse de recursos federais para escolas privadas sem fins lucrativos – as comunitárias, confessionais e filantrópicas – desde que haja falta de vagas na rede pública.

Cuba tem alto IDH

Cuba, com todas as dificuldades econômicas e o embargo econômico feito pelos EUA tem um IDH considerado alto, bem acima dos países da América Latina, ficando em 70º lugar. A qualidade da educação e da saúde públicas explicam o bom desempenho do país comunista.

Os líderes de sempre

Como sempre, os países de base social democrata, com forte investimento público e um avançado estado social de direito da região nórdica da Europa disputam a liderança, com Noruega em primeiro, seguida da Suíça e Irlanda. Aparecem depois, Hong Kong (China), Islândia, Alemanha, Suécia e Alemanha.

Os EUA aparecem em 17º lugar, mostrando que o fato de um país ser mais rico não significa, necessariamente, que seu povo tenha as melhores condições e qualidade de vida, derrubando o mito de que o “livre mercado” por si só, garante a justiça social.

Fontes:  Câmara Federal e Contraf-CUT. Imagem:

 

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