Bradesco Gravataí é o campeão invicto da Copa SindBancários de Futsal 2016

Aos gritos de “o campeão voltou, o campeão voltou” os colegas do Bradesco Gravataí comemoraram ainda na quadra do Ginásio do Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas, no sábado, 27/8, o título doa Copa SindBancários de Futsal 2016. A conquista chegou após um jogo histórico na final. Depois de um empate em 5 a 5 com o Bradesco FC, os colegas do Bradesco Gravataí venceram nos pênaltis por 2 a 1. A terceira colocação ficou com o Santander Bairro FC que, na decisão de terceiro e quarto lugares, venceu, de virada, o Itaú, por 5 a 4.

Foi uma final digna de dois times que chegaram por méritos próprios. O Bradesco Gravataí conquistou um título de forma invicta que não conquistava desde 2013. O jogo terminou empatado em 5 a 5 no tempo normal, com vitória de 2 a 1 nos pênaltis dos colegas de Gravataí.

A vitória foi buscada com a marca do tipo de jogo que o Bradesco Gravataí pratica. O Bradesco FC saiu na frente com gol de Fernando aos 9 minutos do primeiro tempo. Fernando é um atacante para o qual não tem bola perdida. E ainda tem a habilidade. Ele recebeu bola pela esquerda, levou para o meio, livrando-se de um marcador e desfriu um chute forte e rasteiro no canto adjacente do goleiro.

Daí para a frente, o Bradesco Gravataí achou seu jogo. Forte marcação aproximada num sistema de 2-2 variável em 3-1, recuperação de bola e avanço em trocas ou chute de média e longa distância. Foi assim que abriu vantagem de 4 a 1 até os 8 minutos do segundo tempo. Mas vamos a história da reação do Bradesco Gravataí, da contra reação do Bradesco FC e da decisão.

Pois bem, contamos o gol de Fernando para o Bradesco FC. Era o 1 a 0. Esse placar, no entanto, duraria apenas quatro minutos. Aos 13 minutos, Gabriel Tiburski recuperou bola em sua quadra, avançou pelo meio da quadra a passos largos e tocou na saída do goleiro Thiago.

O empate deu confiança e reafirmou o acerto da forte marcação sobre os jogadores do Bradesco FC. Era preciso conter a habilidade dos colegas FC, impedir que tivessem facilidade até mesmo para dominar a bola. E que a vida fosse ainda pior para realizar um passe. Quando em posse da bola, a estratégia do Bradesco Gravataí deveria ser correr na direção do gol em troca de passes rápidos e aproveitar a força do chute de Tiburski e de Gabriel Macedônia de média e longa distância.

Como um roteiro de cinema, a estratégia foi se consolidando ao ponto de O Brad3esco Gravataí virar o jogo e abrir vantagem de 3 a 1. Primeiro, Gabriel Maceôpnia seguiu o script. Interceptou um passe na intermediária ofensiva, aos 18 minutos, avançou dois passos e bateu forte, seco no canto de Thiago.

A virada se consolidaria ainda mais com a marca de uma grande jogada de efeito um minuto depois. Com confiança, o Bradesco Gravataí passou a mandar no jogo. Então, Felipe de Freitas recuperaria bola em seu campo. O que se segue é uma pintura de jogada até o grito de gol. Felipe tocou para Luiz Eduardo Martins. A tabela se completou com um passe de primeira, milimétrico. Felipe Martins então pegou a bola na esquerda da quadra, adiantou e, antes de ficar sem ângulo, deu um toque entre o goleiro e a trave. O primeiro tempo terminaria com o Bradesco FC nas cordas, e os colegas do Gravataí levantando os braços em comemoração.

O segundo tempo começa como terminou o primeiro. O Bradesco FC tenta sair para o jogo com as rápidas trocas de passes e os dribles de seus jogadores e sendo impedido pela forte marcação aproximada do Bradesco Gravataí. Não havia espaços. E os contra-ataques eram fulminantes. O goleiro Thiago, do Bradesco FC, chegou a realizar dois milagres. Gabriel Macedônia levou a bola pelo lado, cortou para o meio e desferiu um chute fortíssimo. O golerio do Bradesco FC defendeu parcialmente. O próprio Macedônia bateu de novo, de primeira, para outra grande defesa do goleiro.

O Bradesco FC tentava tocar a bola, mas encontrava uma defesa sólida em uma marcação individual do Bradesco Gravataí. Era a tática de acompanhar o adversário até o fim. Com ou sem a bola. E deu certo de novo. Gabriel Macedônia antecipou-se a um passe na intermediária do Bradesco FC. Avançou e desferiu um chutaço. A bola acertou o ângulo de Thiago, que nada pôde fazer. Aos 8 minutos do segundo tempo, os campeões abriam vantagem de 4 a 1.

Mas quando o assunto é enfrentar o Bradesco FC, é sempre muito útil pensar que, por mais elástico que esteja o placar, a pelei não está ganha. Um minuto depois, Maikon Oliveira descontaria. O 4 a 2 chegou com uma jogada individual. Maikon recuperou a bola na defesa, se livrou de dois marcadores e desferiu um chute forte e rasteiro no canto.

A alegria descontar o jogo duraria apenas três minutos. O gol animou o time do Bradesco FC. Alex Glanert virou goleiro-linha, e o time, bravamente, se jogou à frente para buscar o empate. Mas o reverso da tática funcionou para o time que manteve a estratégia de apertar a marcação, reduzir espaço e correr muito para não deixar o adversário jogar. Aos 11 minutos, Diego Greiner, o Beiço, recuperou a bola no meio-campo, avançou e chutou à meia-altura. A bola ainda tocaria na trave antes de ir às redes e Beiço correr para a torcida na comemoração.

De novo, é preciso dizer que nem mesmo o 5 a 2 deu a fatura por definida. O Bradesco FC, além de transformar Alex Glanert em goleiro-linha operaria uma mudança tática com a entrada de um jogador. Com a número 11 às costas, Vinícius Bender seria um dos responsáveis pela reação do Bradesco FC até o empate em 5 a 5. Com o meio congestionado. Com a correria do Bradesco Gravataí e a vantagem no placar. Com  marcação pressionada e curta, o Bradesco FC precisaria de um jogador de drible curto e vantagem pessoal. Vinícius Bender foi este homem que consegui abrir a defesa do Bradesco Gravataí.

Dois minutos depois que Beiço ampliou a vantagem do Gravtaí, Alex Glanert recebeu, como goleiro-linha pela direita e bateu rasteiro no canto oposto do goleiro. Não perdemos de vista o placar. Aos 13 minutos, estava 5 a 3 para o Gravataí. O Bradesco FC revigorou-se. A bola caía em Vinícius Bender ou em Alex Ganert de goleiro-linha. Vinícius dava um drible curto e avançava. Foi assim que a diferença no placar minguou para um gol. A bola percorreu esse caminho e chegou a Fernando aos 15 minutos da segunda etapa. O atacante fez jogada individual pelo meio e bateu forte, rasteiro, no canto.

Era o 5 a 4 e mais: a esperança de manter o ritmo, virar o jogo e conquistar o título. Ou levar o jogo para os pênaltis. Então, veio o empate. Em c9obrança de escanteio da direita o zagueirão do Bradesco FC entrou pelo meio da zaga adversária e concluiu para as redes. Eram 16 minutos do segundo tempo, e Robson Marques, o Mala, seria ator da penúltima cena do jogo. Aos 19 minutos, ele avançou pelo meio e bateu forte, da intermediária adversária. A bola descreveu o caminho do gol, deixou o goleiro adversário atônito, mas saiu raspando.

Não havia jeito. Os pênaltis decidiram a final. O Bradesco Gravataí foi mais afetivo. Acertou as duas primeiras cobranças. O Bradesco FC acertou a primeira e errou a segunda. O Bradesco Gravataí, invicto, era o campeão. Além da taça e das medlahas, o time ficou com a bola do jogo. Defintiviamente, o campeão voltou depois de três anos e é o dono da bola no futsal bancários 2016!

Decisão de 3º e 4º lugares

Se pudéssemos definir a decisão de terceiro e quarto lugares da Copa SindBancários de Futsal 2016, poderíamos dizer que foi um jogo de vira-vira-vira-vira. O Santander Bairro FC saiu na frente logo aos 5 minutos de jogo com gol de Victório. Mas aos 11 minutos, o Itaú já estava na frente. Os 2 a 1 do Itaú foram construídos com gols de Felipe Martins, aos 6 minutos, e de Eduardo Nunes, ao 11. E o primeiro tempo terminava.

O jogo taticamente pode ser contado como uma variação de domínios. Ora, o Itaú ficava com a bola, arrancava em bloco sobre a defesa do Santander Bairro FC em trocas rápidas de passe e concluía a gol. Ora, era a vez do Santander Bairro FC pressionar a saída da marcação, recuperar a posse e investir sobre a defesa adversária.

O segundo tempo seguiu no mesmo ritmo. Logo aos 3 minutos, Victório Santi, voltou a empatar o jogo. E, se o jogo era de vira-vira, Ronaldo Ferri levou o Santander para o 3 a 2. Victório Santi levou o Santander à frente do placar de novo aos 10 minutos. O jogo chegou então aos 4 a 2 para o Santander Bairro FC. Mas não terminaria aí. O Itaú buscou o 4 a 4 com gols de Thomaz da Silva aos 11 minutos e Felipe Martins aos 16 minutos.

A vitória final do Santander Bairro FC chegaria com o gol de Jefferson Martins aos 18 minutos da segunda etapa. O placar de 5 a 4 foi marcado por um jogo pegado, por vezes ríspido, mas um duelo justo. O Santander Bairro FC triunfou também em três modalidades. Sua defesa ficou, junto com a do Bradesco FC, como a menos vazada. Victório Santi foi o goleador com 11 gols. E o time foi o mais disciplinado de todo a competição.

Durante a premiação dos campeões, o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, enalteceu a qualidade das duas finais, de todo o campeonato. “Foram dois jogos dignos de duas decisões. Fora marcados 19 gols nos dois jogos. Quem acompanhou o campeonato, sabe que o s bancários são bons de bola. Mas também temos que pensar que o futebol é uma forma de nos manter unidos para lutar por melhores condições de trabalho”, afirmou Gimenis.

O diretor de Cultura e Esporte, Tiago Vasconcellos, exaltou a organização do torneio e elogiou a participação de todos os colegas. “Foram várias semanas de jogos, muitos gols marcados. Gostaria de agradecer a ajuda recebida de todos os árbitros, do pessoal que trabalhou na retaguarda e ao Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas. Só tenho elogios a fazer aos atletas. Foram leais no jogo, defenderam as suas cores e souberam compreender o verdadeiro espírito esportivo: as disputas ficam dentro de campo. Lá fora somos todos colegas bancários”, disse Tiago.

Os gols das finais

Decisão 3º e 4º lugares

Santander Bairro FC 5×4 Itaú

Gols do Santander Bairro FC: Victório Santi 5’ 1ºT, 3’ 2ºT, 10’ 2ºT; Ronald Ferri 9’ 2ºT; Jeferson Martins 18’ 2ºT.

Gols do Itaú: Felipe Martins 6’ 1ºT e 16’ 2ºT; Eduardo Braga 11’ 1ºT; Thomaz da Silva 11’ 2ºT.

Final

Bradesco Gravataí 5(2)x5(1) Bradesco FC

Gols do Bradesco Gravataí: Gabriel Tiburski 13’ 1ºT; Gabriel Macedônia 18’ 1ºT e 8’ 2ºT; Felipe de Freitas 19’ 1ºT; Diego Greiner 11’ 2ºT.

Gols do Bradesco FC: Fernando 9’ 1ºT e 15’ 2ºT;  Maikon Oliveira 8’ 2ºT; Alex Glanert 13’ 2ºT e 16’ 2ºT;

A premiação

Campeão: Bradesco Gravataí

Vice-campeão: Bradesco FC

Terceiro lugar: Santander Bairro FC

Quarto lugar: Itaú

Goleador: Victório Santi, 11 gols (Santander Bairro FC)

Defesa menos vazada (goleiros): Mauricius e Thiago Freitas (Bradesco FC) e Lucas Fernandes (Santander Bairro FC)

Troféu disciplina: Santander Bairro FC

Crédito fotos: Jackson Zanini

Fonte: Imprensa SindBancários

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