Bradesco é campeão da Copa SindBancários de Futebol Sete Master em sábado de homenagem às vítimas da tragédia do voo da Chape

O Bradesco foi campeão invicto da Copa SindBancários Futebol Sete Master 2016, assim como os colegas do Santander Bairro FC, na categoria livre, mas o sábado, 3/12, na Arena Sports PoA, reservou uma manifestação de solidariedade. Os quatro times que entraram em campo para disputar a decisão de terceiro e quarto lugar e a final do Master fizeram uma singela homenagem aos mortos na tragédia do voo da Chape na Colômbia. Os adversários se juntaram no meio de campo e ostentaram uma faixa alusiva ao contexto de emoção pela maior tragédia já registrada no futebol brasileiro. Antes de os jogos começarem também foi observado um minuto de silêncio. #FORÇACHAPE.

Dentro da quadra de futebol sete, dois jogos pegados definiram a categoria Master. O Bradesco conquistou o título com a vitória de virada por 3 a 1 sobre o Santander Master. A terceira colocação ficou com a APCF/Caixa, que venceu o Itaú por 3 a 2. No ano passado, o título da Copa SindBancários Futebol Sete Master havia ficado com os colegas da Caixa.

O título do Bradesco ficou ameaçado logo num dos primeiros movimentos de ataque mais incisivo da partida. Depois de arriscar um chute da intermediária que passou à direita do gol de Alexandre, o Santander manteve a posse de bola e as investidas à frente. Aos 3 minutos, a bola circulou pela direita após ser recuperada na defesa até chegar à intermediária de defesa do Bradesco. O chute cruzado pegou o atacante Cassemiro do Santander ingressando na diagonal na área. Ele dominou a bola e mandou um chute forte à queima-roupa, sem chances para Alexandre.

O Bradesco procurou reagir e buscar o empate, mas esbarrava na forte marcação do Santander. E, se o ataque é a melhor defesa, o Santander não ficou atrás depois de sair vencendo por 1 a 0. A cada investida do Bradesco, ia à frente, deixando o jogo num lá e cá sensacional. O atacante Eduardo, do Bradesco, fez grande jogada individual e bateu forte para defesa a escanteio de Gilson. A resposta do Santander foi um toque de calcanhar de Cassemiro dentro da área que parou nas mãos do goleiro Alexandre e por pouco não virou vantagem ainda maior. Alex cobrou falta para o Bradesco direta por cima do gol. E o Santander, com uma cabeçada perigosa de Carlos Evandro após cobrança de escanteio.

Veja aqui iamgens dos dois jogos das finais da Copa Master.

E o jogo seguiu pegado. O atacante Cassemiro, do Santander Master, se movimentava muito na frente. Saía pela direita, aparecia pela esquerda e chegava pelo meio pronto para finalizar. Pelo meio, Andrei, Eden e Bangu procuravam dar velocidade a cada bola recuperada pela defesa por Gerson e Geraldo. Do lado do Bradesco, o defensor Antonio variava passes longos e verticais pelos lados e meio. Guiñazu e Alex Glanert procuravam dar velocidade ao meio campo, com investidas também pelos lados. À frente, Daniel Mendes fazia o pivô para a chegada de Eduardo e de quem mais viesse de trás para a conclusão.

Depois do lá e cá, o Bradesco foi para cima e criou duas situações. Na primeira, Daniela Mendes recebeu de costas para o gol, fez o pivô e serviu Alex. O meia recebeu em velocidade, avançou pela área, driblou o goleiro e rolou para gol. A bola teimou em ir para a rede, batendo na trave.

O gol de empate do Bradesco parecia questão de tempo e era. Na briga pela artilharia, Eduardo Nunes precisava de dois gols para chegar a nove e passar Rafael Azevedo, da APCF Caixa, que fizer dois e chegara a 8, na decisão de terceiro lugar, o jogo anterior à final. Metade do caminho ele cumpriu aos 9 minutos em grande estilo. Após cobrança de falta, a bola dormiu no pivô de Daniel Mendes. Eduardo Nunes, em velocidade, recebeu passe, se livrou de dois marcadores e mandou um chute cruzado, rasteiro, sem chances para o goleiro Gilson. Era o empate em 1 a 1 e o meio caminho andado para a artilharia.

Com o gol, o Bradesco passou a dominar as ações. A bola vinha da defesa. Passava pelo meio e chegava ao pivô perigoso de Daniel Mendes. Foi uma sequência de cinco jogadas perigosas do Bradesco até a vantagem no marcador no final do primeiro tempo. O defensor Antônio se antecipou no meio de campo, adiantou a bola e mandou uma bomba da intermediária. A bola raspou o travessão do Santander Master.

Guiñazu recebeu nomeio pela intermediária, avançou rapidamente e desferiu um forte chute no canto embaixo. A bola tirou tinta da trave. Daniel Mendes recebeu de costas para o gol cobrança de lateral e mandou de bicicleta. O goleiro Gilson pegou firme. Em chute de longe, Eduardo Nunes obrigou Gilson a excelente defesa.

O bombardeio do Bradesco só foi minar a fortaleza da defesa do Santander Master na última tentativa do primeiro tempo e quando o cronômetro assinalava que o intervalo de jogo chegaria em 45 segundos. Alex Glanert atravessou a linha divisória com a bola dominada, tocou para Daniel Mendes. Em outro pivô, ele devolveu a bola para Alex que já estava de frente para o goleiro. O chute saiu à maia altura, de canhota, e bateu na trave antes de dormir na rede do Santander Master. O 2 a 1 chegava em cima da hora.

Artilharia e chuvarada

O segundo tempo começou com predomínio do Bradesco. O time, com um conjunto extraordinário, impôs seu toque de bola e conteve o ímpeto do bravo e valente time do Santander Master. Alex Glanert acertou a trave do goleiro Gilson momento s antes de o Bradesco retomar uma bola no meio de campo e fazer chegar até Eduardo Nunes, que ampliou o placar para 3 a 1, aos 3 minutos da segunda etapa e garantiu sua artilharia com nove gols.

O Santander Master sentiu o golpe inesperado, muito cedo. O técnico Lucas Fernandes chegou a ser expulso por reclamação. Mesmo assim, o atacante Cassemiro continuava dando trabalho aos defensores do Bradesco ai aparar cobrança de escanteio e quase descontar no placar. O abafamento da manhã do sábado se transformou em temporal. O barulho da água batendo nas telhas e a quadra molhada pareciam ter renovado o gás do Bradesco.

Alex esgueirava-se pelo meio, jogava de párea a área, puxava os contra-ataques. O esguio Guiñazu puxava os contra-ataques de intermediária a intermediária e arriscava chutes que passavam perto. Num contra-ataque rápido, Eduardo Nunes quase marca um gol de placa por cobertura. O Santander se defendia como podia. Tentava controlar os contra-ataques e manter o equilíbrio para pressionar o Bradesco. A posse de bola encontrava um Bradesco motivado na defesa e perigosos no ataque. Guiñazu quase definiu o jogo ao ficar cara a cara com o goleiro Gilson. O gol só não saiu pela grande defesa do goleiro. Daniel chutou também para defesa de Gilson.

A partir dessa jogada, o Santander Master botou os nervos no lugar e passou a mandar no jogo. Foram cinco chances criadas que poderiam levar o jogo ao shootout ou mesmo mudar a história da final da Copa Futebol Sete Master. Carlos Evandro entrou no jogo para levar perigo em chute para fora. Fabricio concluiu forte também pela linha de fundo. E Bangu, se acerta a letra que tentou de dentro da área, o jogo pegaria fogo. Até o goleiro Gilson foi à frente e concluiu em cima da zaga do Bradesco. O último suspiro de reação do Santander foi uma cabeçada após cobrança de escanteio. Wagner, em contra-ataque para o Bradesco, ainda obrigaria o goleiro Gilson a fazer milagre para o Santander antes do apito encerrar o campeonato.

O Bradesco mereceu o título. Foi o campeão invicto. Havia vencido o Santander Master pelos mesmos 3 a 1 na última rodada da fase classificatória. Ao receberem o troféu, os colegas do Bradesco cantaram. “Ah, o campeão voltou, o campeão voltou”.

Terceiro lugar

O primeiro movimento da decisão de 3º e 4º lugares foi o primeiro gol da APCEF/Caixa. Logo a um minuto de jogo, Rafael aproveitou saída errada de bola do goleiro do Itaú e fez 1 a 0 em um belo chute cruzado. Então, o jogo passou a ser dominado pelo Itaú. Os colegas pressionaram muito, chutaram muito a gol, mas esbarraram numa manhã iluminada do goleiro Dieter, da APCEF/Caixa. Ele fez, ao menos, cinco grandes defesas no primeiro tempo até os 19 minutos, quando, nova falha de saída de bola do goleiro do Itaú, deixou a bola no pé de Luis Fialho, que marcou o 2 a 0.

O Itaú pressionava, criava uma chance atrás da outra, mas a bola não entrava. As jogadas saíam uma atrás da outra. A APCEF respondia em contra-ataques. As chances do Itapu se multiplicaram até que aos 8 minutos o Itaú do segundo tempo o Itaú descontou. Renildo avançou pela esquerda e tocou para Ernesto. De primeira, ela bateu forte e venceu o até então inexpugnável goleiro Dieter. A pressão do Itaú deu frutos novamente aos 15 minutos. Depois de cobrança de escanteio, o Itaú cavou um lateral. Na cobrança rápida, Rafael Rosa subiu e, de cabeça, tocou no cantinho de Dieter.

Mas dois minutos depois, um terceiro erro de saída de bola selaria a sorte (ou o azar) do Itaú. Na saída de jogo, a bola foi recuada para o goleiro do Itaú. O meia da APCEF/Caixa, Rafael Azevedo, correu na direção do goleiro. Ele dominou e tentou despachar para a frente. A bola bateu em Rafael e foi para dentro do gol. No jogo de três erros e de um goleiro milagroso, a APCEF/Caixa levou a melhor e ficou com as medalhas de terceiro lugar.

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, participou de todo o campeonato como jogador do Bradesco. Vestiu a camisa quatro. Na cerimônia de  premiação, estava com a filha Amanda, de dois meses, e com o filho Leonardo, de 11 anos. Ele saudou o título dos colegas e valorizou a Copa Master. “Este ano conseguimos chegar na final e conquistar o título. No ano passado, ficou com os colegas da APCEF. A Copa Master veio para ficar. Os colegas que chegam perto dos 40 e não conseguem mais acompanhar a gurizada na categoria livre, tem um torneio para se divertir e se integrar. Foi um torneio de altíssimo nível”, avaliou Gimenis.

O diretor de Cultura, Esporte e Lazer, Tiago Vasconcellos Pedroso, agradeceu a participação dos colegas e elogiou o espírito de união entre as equipes. “Este é o último campeonato de futebol do ano. Infelizmente, tivemos uma tragédia no futebol brasileiro com o acidente da Chapecoense. Pensamos em adiar a decisão, mas não tínhamos outra data. Pensamos em fazer uma homenagem singela, mas significativa. Ficamos todos tocados, mas temos que seguir em frente”, explicou Tiago.

Confira os destaques

Campeão: Bradesco

Vice-campeão: Santander Master

3º colocado: APCEF/Caixa

4º colocado: Itaú

Artilheiro: Eduardo Nunes (Bradesco), com 9 gols

Defesa menos vazada: Bradesco, goleiro Alexandre.

Troféu fair-play: APCEF/Caixa (apenas um  cartão amarelo em toda a competição).

Arbitragem

Marco Artur, Paulo Bueno Filho e Graziele Dias (Anotadora).

Crédito fotos: Jackson Zanini

Fonte: Imprensa SindBancários

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