Bolsonaro recria Ministério do Trabalho – e coloca Onyx no cargo

A pasta havia sido extinta em 2019 para dar lugar ao então superministério da Economia, comandado por Paulo Guedes

Extinto num golpe rápido – de caneta – do então recém-eleito Jair Bolsonaro, em 2019, ao tomar posse na Presidência do Brasil, o Ministério do Trabalho e Previdência volta a vida agora, por exigência da realidade do país. Por isso, nesta quarta-feira, 28007, o presidente recria oficialmente a pasta do Trabalho (que havia sido substituída por uma espécie de “superministério” da Economia). Mas o titular é aquela espécie de faz-tudo do presidente, o deputado gaúcho Onyx Lorenzon. As alterações já estão oficializadas através da publicação no Diário Oficial da União.

Com este novo canetaço, Onyx passa a ocupar o quarto ministério diferente em menos de três anos de governo… Na “dança das cadeiras”, o faz-tudo foi afastado da Secretaria-Geral da Presidência, dando lugar a um general, é claro. Trata-se de Luiz Eduardo Ramos, que deixou a Casa Civil, principal ministério do governo, para dar lugar ao novo articulador de Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Bolsonaro, bastante desgastado no Congresso Nacional e com as revelações da CPI da Propina no Senado, reconheceu que as novas trocas levam em conta a necessidade de buscar apoio no Congresso.

Guedes em baixa?

Fato é que ao decidir pela recriação do ministério, o presidente estabelece que políticas e diretrizes para geração de emprego e renda, e de apoio ao trabalhador, passam a ser de responsabilidade de Onyx, e não mais do ministro da Economia Paulo Guedes.

Irão compor o novo ministério as áreas de previdência, política e diretrizes para a geração de emprego e renda e de apoio ao trabalhador, política e diretrizes para a modernização das relações de trabalho e fiscalização do trabalho. E ainda política salarial, intermediação de mão de obra, formação e desenvolvimento profissional, segurança e saúde no trabalho, regulação profissional e registro sindical. Também integram a estrutura do Ministério do Trabalho e Previdência o Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e o Conselho Deliberativo do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), entre outros.

Para observadores, as mexidas de Bolsonaro no primeiro escalão de seu governo revelam a fragilidade das políticas definidas pelo presidente e a incompetência de sua administração.

Coringa do Governo

Ao lado de Bolsonaro desde a campanha eleitoral, o então deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) coordenou a montagem da equipe ministerial do governo eleito em 2018. Desde então, ocupou o Ministério da Casa Civil entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2020, quando foi transferido para o Ministério da Cidadania. O cargo depois foi utilizado para contemplar o também deputado João Roma (Republicanos-BA) em uma primeira aproximação de Bolsonaro com as legendas do Centrão.

Com a movimentação, Onyx assumiu a Secretaria-Geral da Presidência e agora será o responsável por gerenciar o repaginado Ministério do Trabalho em mais um ajuste para tentar mais uma vez uma aproximação entre governo e parlamento.

Fontes: Imprensa SindBancários, com informações da RGN, UOL Economia e GZH.

 

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