Bolsonaro discute possível troca do presidente do BB, diz imprensa

Presidente da República está irritado com anúncio de fechamento de agências e demissões, temendo “desgaste político” em ano pré-eleitoral

Conforme notícia do site G 1, o presidente Jair Bolsonaro não está satisfeito com os “efeitos políticos” da gestão de André Brandão na presidência do Banco do Brasil. Afinal, em véspera de ano eleitoral, Brandão teria “falado demais”, ao divulgar para a imprensa a intenção de fechar 361 unidades do banco (incluindo 112 agências) e PDV para nada menos que 5 mil funcionários.

Segundo o blog da repórter Andrea Sadi (Rede Globo), Bolsonaro tem discutido o tema com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que tece elogios a Brandão – uma escolha que teve a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Preocupação eleitoral

Evidentemente que Bolsonaro aprova as medidas de enfraquecimento do papel do estado e dos bancos públicos. Mas está irritado com o anúncio feito agora por Brandão, que não levou em conta a chamada “dimensão política” das medidas envolvendo o BB.

A equipe econômica, diz a imprensa, tenta reverter a irritação do presidente da República, para manter Brandão no cargo. Mas admite que, desde a indicação do atual presidente do banco, Bolsonaro só o aceitou no cargo “em respeito a Guedes e Campos Neto”.

Cortina de fumaça

A resistência de bancários e setores ligados aos trabalhadores, como a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB), cobrou a revisão das medidas anunciadas na segunda-feira, sobre fechamento de agências e desligamento de 5 mil funcionários.

Em carta encaminhada ao presidente do banco, a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasi, ANABB, diz que as medidas transmitem a percepção de “cortina de fumaça” para encobrir intenções privatistas em torno do BB. Para a entidade, o esvaziamento da tradicional instituição bancária e o enfraquecimento de sua atuação em áreas chave de negócios, comprometem sua solidez e seu papel como banco público.

Fonte: Site G1, Uol Economia e Edição de Imprensa SindBancários

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