Bolo de aniversário e abraço ao Banrisul marcam lançamento da Frente em Defesa do Patrimônio Público

A Praça da Alfândega ensolarada, no centro de Porto Alegre, foi um bom cenário para a festa de 87 anos do Banrisul, comemorada com bolo de aniversário, salchipão e um imenso abraço ao banco de todos os gaúchos e gaúchas, ao meio-dia desta sexta-feira, 11/09. Para combater a ameaça de privatização da instituição financeira e de outras estatais gaúchas, a festa serviu para o lançamento da Frente em Defesa do Patrimônio Público. O ato, promovido pelo SindBancários e outras entidades de trabalhadores, reuniu centenas de bancários e servidores que têm o salário fatiado e o emprego ameaçado pelo governo Sartori.

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Everton Gimenis, presidente do nosso Sindicato – que é um dos criadores da Frente, junto com o Sindiágua e o Sinergisul – lembrou a tática do governador do estado. “Quando ele concorreu dizendo que não tinha programa, nós sabíamos que ele tinha programa sim, e que o seu programa seria esse desmonte do serviço público, a venda das estatais e o ataque aos direitos dos trabalhadores”, disse.

Mas avisou: “Este caminho já foi tentado e não funciona. Queremos dizer aos lacaios, que comuniquem ao governador que o povo que construiu o Banrisul, a Corsan, a Ceee e outras empresas tradicionais do estado, não vai ficar de braços cruzados. Vamos para as ruas defender estas estatais”, completou.

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Cinturão de defesa

“Este ato dos trabalhadores, nesta manhã, mostra que o Sartori não vai conseguir romper este cinturão de trabalhadores em volta do prédio do Banrisul, em defesa das estatais”, garantiu Leandro Almeida, presidente do Sindiágua, que representa os funcionários da Corsan, uma das principais empresas públicas ameaçadas de privatização.

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Também Ana Maria Spadari, presidente do Sinergisul, que reúne dos trabalhadores da CEEE, destacou que a Frente é um momento histórico, de união dos servidores das estatais. “Temos que lembrar que o governo Britto vendeu uma parte da CEEE e acabou com quatro mil postos de trabalho e isso não melhorou em nada para as contas do estado e nem o serviço prestado à população, sequer barateou a energia”, disse ela. “O discurso de Sartori é mentiroso”.

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A diretora do SindBancários, Denise Falkenberg Correia, acentuou a união representada no ato desta sexta-feira, em torno do prédio que abriga as diretorias do Banrisul e Corsan. “Estamos construindo a unidade entre o Banrisul, CEEE, Corsan e as demais empresas e fundações estaduais e todos os servidores públicos hoje ameaçados”, disse.

Maratona de luta

O presidente da CUT-RS, Claudior Nespolo, sobre o caminhão de som, lembrou que a batalha antiprivatização será longa: “Esta não vai ser uma corrida de 800 metros, mas sim uma maratona”, avisou. Nespolo disse que se o governo Sartori cobrasse os 27% de ICMS que é sonegado historicamente no estado, já equilibraria as contas do governo. “Mas o governador não quer equilibrar as contas, ele quer é criar o caos para poder privatizar o estado”, reforçou. O sindicalista aproveitou para convidar a todos para as atividades do Dia Estadual de Luta, no próximo dia 22 deste mês, na capital e interior.

Ao final do ato, centenas de trabalhadores, sindicalistas, passantes e frequentadores da Praça da Alfândega festejaram o aniversário do Banrisul, e a formação da Frente em Defesa do Patrimônio Público, com 400 fatias de bolo e outro tanto de pão com salsichão e refrigerante. Entre uma música e outra, no caminhão de som, o músico Paulo Dionísio lembrava a todos: “Não deixe privatizar o que é teu – este é o lema desta reunião”.

Subindo ao céu em frente ao prédio do Banrisul, dezenas de balões coloridos espalhavam as reivindicações dos bancários gaúchos, nesta Campanha Salarial 2015.

Veja aqui álbum de fotos do ato de lançamento d Frente em Defesa do Patrimônio Público.

Fonte: Imprensa SindBancários

 

 

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