Boleiros bancários inspiram filhos

Participação de pais em campeonatos de futebol organizados pelo SindBancários leva filhos à carreira profissional até fora do país

Tal pai tal filho, expressão conhecida que, em linha geral, significa igualdade ou semelhança com os propósitos de profissão e opção de vida. No passado, por exemplo, os pais diziam aos filhos que entrar em concurso de banco público projetava um futuro garantido. Era melhor que faculdade, sustentavam muitos no recanto do lar

Com as privatizações, fusões e incorporações das estatais do sistema financeiro, sobretudo nas décadas de 1980 e 1990, esta perspectiva profissional foi pra banha. O mesmo ocorreu nos bancos privados, onde a alta rotatividade, o fim de postos de trabalho, fechamento de agências e programas de aposentadorias incentivadas dinamitaram a carreira do bancário.

Levantamento recente realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), aponta que os bancos fecharam 6.379 postos de emprego entre janeiro e outubro de 2019. Desde 2013, os bancos já acumulam saldo negativo de 66.985 mil postos. “Os números falam por si: ser bancário hoje em dia é trabalhar com a faca no pescoço e com o assédio moral batendo nas paletas”, no dizer do Tiago Vasconcellos Pedroso, da Caixa e diretor do Sindicato.

Na marca da cal

Não temos números, tendências ou estatísticas para sustentar se o tal pai tal filho prosperou na categoria bancária. É certo que muitos filhos se tornaram bancários e outros migraram para outras profissões e, esperamos, que estejam felizes.

Um fato, no entanto, na área esportiva precisa ser compartilhado, ainda que observado de forma empírica e desprovido de bases sociológicas, trata-se do expressivo número de filhos de bancários que se aventuraram campo a fora. Fizeram sucesso e continuam se destacando dentro das quatro linhas, no profissional, categorias de base e no amador.

O piá e o goleador

O goleiro do Santander Rodrigo Miguel da Silva, por exemplo, é o pai do Carlos Miguel Frey da Silva. “Não sei se vou jogar no gol. Gosto de futebol”, dribla o piá de seis anos de idade.

O atacante do Avaí (SC) Gustavo Ferrareis, 23 anos, revela que boa parte de sua inspiração para o jogo de bola veio das atuações do pai, Gerson Ferrareis, nas competições dos bancários.

Tenho as melhores lembranças daqueles tempos. Eu tinha uns sete anos e todo fim de semana meu pai me levava pros jogos. Minha família ficou marcada pelo futebol. Meu irmão caçula, o André, 16 anos, é volante e joga muito”, acentuou Gustavo, que é vinculado ao Inter e foi emprestado ao Avaí para disputar o Brasileirão.

Já o banrisulense Gilberto Bahiana, que estufou as redes por 13 vezes, fazendo por merecer o troféu de goleador do Copa SindBancários de Fut7 2019, é simplesmente o filho do treinador do time, Luís Carlos Figueredo Bahiana.

Estrela internacional

Não resta dúvida de que a maior expressão dos bancários no mundo da bola é o ex-árbitro Fifa Carlos Simon, que apitou três Copas do Mundo e hoje é uma estrela internacional. Começou no Unibanco, 1984, como contínuo, escriturário e caixa até ganhar a eleição e assumir as tarefas de diretor do Sindicato.

Simon contabiliza três mandatos como diretor de esportes do Sindicato e sempre acompanhou o movimento dos bancários. “A influência do Ramiro vem de casa e da convivência com o meio do futebol desde pequeno”, disse ao se referir a um dos filhos, o Ramiro Castilho Simon, que conquistou este ano a Copa Quebec, pela equipe do Carabins, da Universidade de Montreal.

Por fim, registramos a atuação do árbitro Jorge Luís Consminski Lucas, do HSBC, nos campeonatos amadores, integrante do Conselho Fiscal do Sindicato. 

Campeão de tudo em 2019 na sala dos troféus do Itaú SA

Pela categoria livre, o Itaú SA e o Banrisul pela master são os campeões do Fut7 2019. Os jogos das finais rolaram no sábado, 30/11, no Centro Esportivo Rodrigo Mendes, em Porto Alegre. A equipe do Itaú fechou o ano com os dois títulos do ano no futebol bancário. Na sala dos troféus, dos boleiros do Itaú, além do futebol sete, tem o título do futsal . Além da vitória no Fut7, ficou com os títulos do futsal.

Nota de redação: Ao contrário do que divulgamos anteriormente, este ano não houve futebol de campo. Por isso, os colegas do Itaú não ficaram com a tríplice coroa, mas foram campeões de tudo no futebol bancário.

Categoria livre

Campeão: Itaú SA

Vice: Metropol

3º colocado: Santander

4º colocado: Bradesco Gravataí

Categoria master

Campeão: Banrisul

Vice: Santander

3º colocado: Itaú

4º colocado: Bradesco

Goleadores

Livre: Eduardo Nunes, do União FC – 9 gols


Master:
Gilberto Bahiana, Banrisul – 13 gols

Goleiro menos vazado

Livre: Alexandre Nanes, Itaú

Master: Gilson Gregory, Santander

Placar das finais: livre


Itaú SA 5×3 Metropol (final)

Santander 5×3 Bradesco Gravataí (decisão 3º e 4º lugar)

Master

Banrisul 5 (2)x 5(0) Santander (final)

Bradesco x Itaú (vitória do Itaú por não comparecimento do Bradesco)

Texto: Moah Sousa

Fotos: Jackson Zanini e Arquivo pessoal

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