Blitz do Sindicato no Gigantinho escancara desorganização na entrega do Cartão Cidadão

Dirigentes do SindBancários documentam aglomerações, falta de distanciamento nas filas, precariedade geral e desrespeito do governador Eduardo Leite com os Banrisulenses que cumprem um importante papel social

Tudo o que havíamos mencionado como denúncias sobre riscos na entrega do Cartão Cidadão ficou comprovado na quarta-feira, 17/11 (leia aqui). Uma blitz de dirigentes do SindBancários esteve no Gigantinho, onde o Cartão Cidadão, programa de distribuição de renda do Governo de Eduardo Leite (PSDB), está sendo entregue.

E o cenário é ainda pior. A lista de precariedades vai desde a falta de cozinha, ausência de distanciamento nas quilométricas filas, até as dificuldades que os 56 Banrisulenses designados à tarefa enfrentam para atender as pessoas que mais precisam e cumprir seu papel social.

Lembrando que o Cartão Cidadão, que começou a ser distribuído na terça-feira, 16/11, repassa R$ 100 reais a cada três meses como compensação pelo Programa Devolve ICMS para pessoas cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

O problema é que a organização está ruim. Nem se pode chamar de organização. Está tudo desorganizado.

Os dirigentes do SindBancários Ana Guimaraens, Luciano Fetzner e Luiz Cassemiro estiveram no local, gravaram vídeos, documentaram em fotos as dificuldades e ouviram relatos. A espera na fila chega a durar quatro horas.

E essa espera ocorre porque falta estrutura. Por exemplo, faltam computadores para realizar consultas. E os colegas Banrisulenses têm dificuldade para exercitar o tradicional compromisso que têm com o banco público de atender decentemente as pessoas que mais precisam.

Em tempos de pandemia, a aglomeração passou a ser um risco de Covid-19 dentro e no entorno do Gigantinho. Não há segurança suficiente nem orientadores de filas.

As pessoas circulam por entre as mesas de atendimento. Os banheiros são precários. E as pessoas ainda enfrentam o calor (ou o frio e a chuva). O Gigantinho, registre-se, não tem nem ventiladores.

São cerca de 60 mil pessoas cadastradas no CadÚnico que têm direito a retirar o Cartão Cidadão num prazo que vai até o dia 26/11. O Cartão Cidadão virou a crônica de uma incompetência anunciada do governo de Eduardo Leite.

E, para piorar, o governo Leite adotou uma postura de pressa. Convocou as pessoas a irem para o Gigantinho – muitas precisando pegar dois ou três ônibus – para receber R$ 100 reais até dezembro. É preciso atender todo esse povo em nove dias.

O tempo corre, e são mais de 6 mil atendimentos diários. Quer dizer, que cada Banrisulense precisará atender aproximadamente 1 mil pessoas.

Banrisulenses só receberam orientação de fazer intervalo de 15 minutos

O governador Leite, aquele mesmo que retirou da Constituição Estadual a obrigatoriedade de plebiscito para vender o Banrisul com a PEC 280/2019, não está nem aí para as condições de trabalho. Os dirigentes que participaram da blitz contam que os Banrisulenses que trabalham no Gigantinho não têm previsão de receber horas extras.

Estão orientados a apenas cumprir o intervalo de 15 minutos. Também não foi combinado com os trabalhadores e trabalhadoras revezamento, escalas ou horas extras. O grande número de atendimentos demanda muito mais de 6 horas de trabalho por pessoa a cada dia.

Ora, o governador Leite e a diretoria do Banrisul poderiam ser parceiras, ao menos, na desgraça de quem precisa muito e de quem trabalha para ajudar: o primeiro distribui 100 pila a cada três meses e não quer saber do sofrimento de ninguém.

Já a diretoria do banco não proporciona condições decentes de trabalho e segurança. Nem sendo herói no atendimento pode amenizar o sofrimento. Mas Leite se alimenta do sofrimento: que seja o sofrimento alheio desde que ele consiga se cacifar para ser candidato a presidente da República.

Assista ao vídeo da Blitz de dirigentes do SindBancários no Gigantinho.

Governador faz “política da miséria”, diz dirigente que participou da blitz. Confira o depoimento do bancário e diretor do SindBancários Luiz Cassemiro:

O que se viu no dia de ontem, 17 de novembro, no Gigantinho, foi um absurdo, vergonhoso por parte do governador Eduardo Leite. Este governo teve a capacidade de pegar uma pequena parte da arrecadação do ICMS do Estado do Rio Grande do Sul e fazer a política da miséria, doando míseros100 reais por trimestre para famílias de baixa renda, considerando que até agosto de 2021 o estado arrecadou quase 4 bilhões em ICMS.

E este governo tem a capacidade de chamar esse programa de Cartão Cidadão ou Devolve ICMS. Típico de governos neoliberais que acham que criar programa para famílias necessitadas é o suficiente. Vale salientar ainda que a cesta básica de Porto Alegre é a mais cara do Brasil. Considerando ainda que no Gigantinho devem passar aproximadamente 60 mil pessoas nos próximos dias para pegar o cartão, e posteriormente sacar os 100 reais que serão depositados somente a primeira quinzena de dezembro.

O senhor governador consegui ainda a façanha de levar uma grande aglomeração de pessoas num local onde não se tinha critério de distanciamento. Mães com criança no colo chorando. Lá se via colegas do Banrisul trabalhando e atendendo com grande responsabilidade e satisfação em ajudar essas pessoas carentes.

O Gigantinho está um local visivelmente insalubre, com total falta de estrutura, banheiros precários. Não se tinha cozinha para os colegas tomarem, no mínimo, um café. O local sem segurança, pessoas gritando, fazendo uma grande pressão psicológica nos colegas do Banrisul. É lamentável mais essa ação do governador Eduardo Leite.

Fonte: Imprensa SindBancários

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