BB pressiona por retirada de direitos na negociação

Sindicatos alertam para a necessidade de reforçar mobilização e participação de funcionários

A ameaça de retirada de mais direitos na segunda parte da negociação da segunda-feira, 17/08 (a primeira foi sobre medidas relacionadas à Covid-19), colocou para o funcionalismo do Banco do Brasil a necessidade de reforçar a mobilização. Há uma tentativa de progressiva redução salarial e de outras cláusulas do acordo coletivo de trabalho específico, como as ligadas à saúde. Diante destas investidas, a Comissão de Empresa dos Funcionários vai se reunir para decidir sobre as formas de pressão virtual a serem postas em prática neste momento de pandemia.

Rodada anterior

Na rodada anterior, o BB já tinha proposto reduzir de três para um, o número de avaliações negativas para a retirada da comissão de função. Na negociação da segunda-feira aprofundou o ataque aos direitos. Propôs acabar com a acumulação e venda dos cinco dias previstos na cláusula do abono assiduidade a que o funcionário tem direito a cada ano; o fim do descanso de 10 minutos a cada hora para os funcionários do autoatendimento; e o registro de ponto do intervalo de 30 minutos para almoço que gera aumento da jornada; e a implantação do ponto eletrônico para os funcionários do BB Seguridade, BBDTVM e outras subsidiárias do banco.Ou seja, mais retiradas de direitos do ACT específico.

Contra a investida à GDP, os funcionários do BB realizaram na própria segunda-feira um Dia Nacional de Luta virtual, usando roupas pretas. A atividade fez parte das atividades da Campanha Nacional dos Bancários.

BB usa pauta de Bolsonaro

“O banco está nos trazendo a pauta do governo Bolsonaro, que quer rebaixar salários e reduzir direitos de todos os trabalhadores de empresas estatais, inclusive dos bancos públicos”, avaliou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Se nas cláusulas sociais está deste jeito, podemos esperar algo ainda pior das negociações das cláusulas econômicas, na mesa única de negociações com a Fenaban ”, completou.

Só a luta te garante

Fukunaga ressaltou que sem uma resposta à altura não vai haver avanços, pelo contrário, virão mais tentativas de impor perdas. E não são apenas perdas salariais, mas à saúde e à vida, como se vê na proposta de acabar com o descanso de 10 minutos, previsto em norma regulamentadora, para quem trabalha no autoatendimento de pé, numa função insalubre, geradora de problemas circulatórios e de coluna, entre outros. “O BB segue a linha negacionista do governo Bolsonaro, que renega a ciência mostrando desprezo pela saúde e pela vida. É hora de reagirmos e através da mobilização derrotar esta política de retirada de direitos”, afirmou.

Conforme a Contraf-CUT, é fundamental a participação nas atividades da campanha, movimento que vai ditar os rumos da negociação. “Para o banco, o termômetro é a mobilização do funcionalismo. O momento é decisivo, sendo, mais que nunca, fundamental conversar com os colegas, em cada unidade, sobre os ataques do BB e a necessidade de se contrapor a estas propostas que significam um grave retrocesso”, argumentou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

Fonte: Imprensa SindBancários com informações da Contraf-CUT e Sindicato Bancários/RJ

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