BB expõe bancários(as) e suas famílias à Covid-19

Banco do Brasil solta comunicado confuso, pressiona gestores e quer impor retorno ao trabalho presencial aos funcionários com familiares no grupo de risco

Na manhã da terça-feira, 21/7, funcionárias e funcionários do Banco do Brasil foram surpreendidos com um Comunicado a Administradores com novas orientações para as dependências. Dentre elas, a possibilidade de retorno ao atendimento presencial dos funcionários que coabitam com grupo de risco.

O comunicado diz que “Funcionário com autodeclaração de coabitação: passa a se enquadrar nas formas de trabalho disponíveis, como os demais funcionários do Banco que não pertencem ao grupo de risco, a partir de 27/07”.

A direção do banco, mais uma vez, segue a linha do governo Bolsonaro de reduzir o tamanho da pandemia, não ter respeito à vida e de passar por cima de padrões de aplicação de protocolos, sem considerar a vida de colegas e de seus familiares.

Sem estabelecer critérios médicos para esses retornos e nem sequer a própria necessidade do serviço, o comunicado tem levado diversos gestores a comunicarem a volta irrestrita dos funcionários.

“Isso é um absurdo. O banco está sendo irresponsável deixando isso a critério dos gestores. Não teve nenhuma negociação com os sindicatos nesse sentido. Isso é expor a vida dos familiares ao risco”, apontou a diretora do SindBancários e funcionária do Banco do Brasil, Bianca Garbelini.

O Banco do Brasil faz o mesmo que o governo Bolsonaro. Parece desdenhar dos riscos a que os empregados são expostos trabalhando presencialmente na linha de frente do atendimento. No Rio grande do Sul, há um agravante. Os casos de Covid-19 se multiplicam velozmente e ainda nem atingiram o pico.

A direção do BB parece desconhecer que sem vida não há economia. A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB já entrou em contato com o Banco do Brasil exigindo uma solução para o problema.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH, com edição de Imprensa SindBancários

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