BB arrisca vidas com retorno “voluntário” de colegas do grupo de risco

Saiba como denunciar qualquer sinal de pressão para que você volte a trabalhar na agência e lembre-se que a pandemia não acabou, não existe vacina e a Covid-19 pode matar

Na semana em que colega precisou ser entubado por causa de seu grave estado de saúde por ter contraído Covid-19 e há casos de relatos de coabitantes infectados, o Banco do Brasil volta a apostar vidas com uma convocação disfarçada. O banco lançou na segunda-feira, 19/10, o “Informe Coronavírus” em que chama “voluntários” autodeclarados do grupo de risco para voltarem às suas atividades presenciais.

A diretoria do BB alega que há muita procura de trabalhadores(as) autodeclarados do grupo de risco para retornar à atividade presencial nas agências. Mas é bem difícil acreditar em voluntariado que esteja disposto a enfrentar a Covid-19 e colocar a sua saúde e sua vida e de seus familiares em risco.

Mais difícil ainda acreditar quando o banco lança esse informe e alega que os casos de infecção estão em declínio. Ora, BB, declínio não significa que tenhamos chegado ao fim da pandemia. Nem vacina temos. E a Covid-19 pode matar. O banco alega que os empregados não estão conseguindo se adaptar ao teletrabalho.

Diz o informe do banco (leia a íntegra ao final desta matéria) em seu segundo parágrafo: “Dessa forma, considerando a situação de declínio das contaminações do novo coronavírus no País, aqueles funcionários que se autodeclaram pertencentes ao Grupo de Risco e que, voluntariamente desejam voltar ao trabalho presencial (…)”.

Na sequência, o Informe cita as condições para o retorno como definidas pela Portaria Conjunta nº 20, de 18/06/2020, do Ministério da Economia e Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e Ministério da Saúde. O banco esclarece que o funcionário poderá solicitar uma avaliação da equipe de saúde da Gepes/Sesmt.

A diretora do SindBancários e empregada do Banco do Brasil, Bianca Garbelini, lembra que essas determinações voluntárias costumam, na prática, ser acompanhadas por pressão para o retorno. E que os colegas precisam denunciar qualquer tipo de pressão de gestor e do banco para voltar ao trabalho.

“A pandemia não acabou. É arriscado retornar e nenhum gestor pode sequer insinuar isso. Ao menor sinal de assédio para o retorno, os colegas devem denunciar ao Sindicato”, orienta a dirigente.

A diretora do SindBancários, da Fetrafi-RS e empregada do BB, Cristiana Garbinatto alerta para os riscos envolvidos em um retorno forçado. “Com a absurda pressão por metas que estamos vivendo no meio dessa pandemia, o nosso medo é que os colegas se sintam pressionados a voltar para atingir maiores resultados. Seria algo como escolher entre a sua saúde ou a manutenção da sua remuneração. Muito desumano”, ponderou.

O banco também elencou perfil de colegas do grupo de risco que não estão autorizados a voltar ao trabalho presencial:

> Funcionários acima de 60 anos

> Portadores de diabetes de qualquer tipo

> Obesidade grau 3 (IMC igual ou maior que 40)

> Portadores de doenças crônicas graves e/ou gestantes

Denuncie pressão por retorno ao trabalho

Se o caráter do retorno é voluntário, então ninguém é obrigado(a) a retornar ao trabalho. Ao menor sinal de pressão, não hesite. Denuncie ao Sindicato. A Covid-19 já matou mais de 150 mil brasileiros e infectou mais de 5 milhões. Não é uma gripezinha. É uma doença que tem deixado sequelas e atingido muitos jovens. Cuide-se e cuide de seu colega e da sua família

Clique aqui para denunciar agora Bit.ly/bancariodenuncie

Fonte: Imprensa SindBancários

 

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER