Banrisulenses vestem preto contra o desmonte do Banrisul em protesto contra reestruturação do banco, privatização e venda de ações sem transparência

Na última sexta-feira, 3/11, os Banrisulenses protestaram contra a política de desmonte que o governo Sartori está praticando no Banrisul. A cor preta, presente na roupa dos bancários, simbolizou a contrariedade com a política de reestruturação do banco, responsável pelo fechamento de agências. Nos últimos meses, cerca de 15 agências fecharam as portas, fora do Rio Grande do Sul.

A cor preta também simboliza a contrariedade dos banrisulenses com a intenção do governo gaúcho em vender mais ações do Banrisul. A medida deixaria o Banco com apenas um quarto das ações totais, o que vai fazer com que os seus dividendos se reduzam muito, assim como os investimentos públicos. A ação da última sexta-feira foi apenas a primeira de novembro. Com o objetivo de defender o banco público dos gaúchos, outras mobilizações estão agendadas para este mês.

Na área de abrangência do SindBanbcários, os colegas se mobilizaram. Vestiram preto para deixar bem claro à direção que é preciso resistir e cobrar da atual diretoria do banco transparência e negociação. Não podemos aceitar que a reestruturação imponha metas abusivas e que transforme caixas bancários, Ons, Operadores de negócios e escriturários em multitarefeiros e cumpridores de ainda mais metas abusivas.

Queremos que a direção venha para a mesa com os representantes dos trabalhadores negociar o plano de carreira, dizer quais são os planos para o Banrisul e se esta reestruturação é mesmo uma armadilha para todo o funcionalismo. Haverá mesmo uma consultoria privada, ligada ao Itaú, que esteja desmontando o Banrisul para uma futura venda?

Além de tudo isso, vender as ações do banco público é um péssimo negócio. O governo do Estado pretende deixar 75% doas ações IP (sem direito a voto) e as ações preferenciais (com direito a voto) na mão de banqueiros privados. Já sabemos que essa venda de ações não deve nem cobrir uma folha de pagamento dos servidores do Estado e que vai abrir duas vagas no Conselho de Administração do Banrisul para dois entendidos do mercado. Ora, quem entende de mercado são os Banrisulenses que, com seu trabalho diário e atendimento aos clientes, garantem o caráter público e de agente de desenvolvimento do banco público dos gaúchos.

Não podemos deixar o atual governador Sartori vender o Banrisul para ingressar num Regime de Recuperação Fiscal feito pelo banqueiro o ministro Henrique Meirelles, para continuar remunerando de juros abusivos a banca financeira que exige que as contas de crises que eles mesmos criam caia nas costas dos trabalhadores. A hora é de mobilização permanente em defesa dos nossos direitos, das nossas conquistas históricas.

Agenda de mobilização permanente

Sexta-feira, 10/11: Dia Nacional de Paralisação contra Reformas do governo golpista em defesa dos bancos públicos , com ato de mobilização na Esquina Democrática no Centro de Porto Alegre, com concentração às 16h.

Sábado, 11/11: Assembleia Nacional dos Banrisulenses, a partir das 9h30, na sede da Fetrafi-RS (Rua Cel. Fernando Machado, 820, Centro Histórico de Porto Alegre)

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