Banrisulenses protestam contra metas abusivas e adoecimento

Dia de Luta teve ato e tuitaço; mesa de metas foi agendada para hoje

Nesta terça-feira (31) ocorreu o Dia de Luta contra as metas abusivas do Banrisul. Dirigentes do SindBancários, Fetrafi-RS, Contraf-CUT e CUT-RS protestaram em frente ao prédio da Direção Geral (DG), no Centro Histórico de Porto Alegre. Eles se manifestaram em defesa da saúde dos banrisulenses, que vêm adoecendo com a pressão em função das metas voláteis e individuais. O foco do debate são as metas que mudam o tempo inteiro, sem clareza ou transparência; as penalizações nas metas de trabalhadores por ocorrências cujo risco é do banco; e os níveis de assédio moral, metas abusivas e adoecimento jamais vistos no banco público dos gaúchos.

O presidente do SindBancários, Luciano Fetzner, afirmou que a metodologia de trabalho e de metas implementada na última gestão do Banrisul é desorganizada, adoecedora e torturante. “Os bancos continuam dando lucro como sempre, mas os trabalhadores e trabalhadoras adoecem como nunca. Os bancários não aguentam mais irem pra casa na sexta com uma meta e quando chegam na segunda-feira a meta mudou. Os colegas não aguentam mais a dificuldade de entender o que precisam fazer para atingir o resultado”, disse. 

O aumento do adoecimento psíquico da categoria em função do assédio e das metas abusivas foi destacado pelo secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles. “Depois que foi implantado o novo sistema de metas do Banrisul, o nível de adoecimento aumentou muito. Não é coincidência que as pessoas estão trabalhando adoecidas e tendo que se afastar para tratamento, especialmente psíquico. Não é possível ter que tomar remédios controlados para poder trabalhar e entregar os resultados, em uma pressão exacerbada em todo processo de trabalho do Banrisul”, comentou.

Para o vice-presidente da CUT-RS, Everton Gimenis, a ganância dos bancos, que visam lucrar cada vez mais, se baseia na exploração e na pressão sobre os bancários. “Por isso, a questão das metas é central, pois as metas têm que ser possíveis. Precisamos humanizar as relações de trabalho dentro dos bancos. O Banrisul, o maior banco do RS, tem a responsabilidade de tratar o trabalhador com respeito, pois quem construiu essa história de 95 anos foi o seu quadro funcional, que atende a população gaúcha nas agências”, salientou.

Dentro do Dia de Luta, foi realizado um tuitaço nas redes sociais com as hashtags #MenosMetasBanrisul e #MaisSaúdeBanrisul. Após o ato na DG, os dirigentes se deslocaram até a Fetrafi-RS para participar da mesa de metas com a direção do Banrisul. A mesa sobre metas específicas de cada banco foi uma conquista da última campanha salarial unificada da categoria.

Imprensa SindBancários

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