Banrisulenses fortalecem mobilização

Plenária na Casa dos Bancários reuniu Sindicatos do Interior para estabelecer estratégia de defesa do Banrisul público e ampliar ofensiva contra privatização

Depois que o governador Eduardo Leite cumpriu parte de sua missão na madrugada da terça-feira, 2/7, na Assembleia Legislativa, a Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público da Assembleia Legislativa, dirigentes do SindBancários, Fetrafi-RS e Sindicatos do Interior, imediatamente se mobilizaram. A resposta à ameaça que o Banrisul passa a sofrer depois que as privatizações da CRM, CEEE e SulGás foram aprovadas por 40 votos a 14, pelo parlamento, o foco se voltou para o banco público dos gaúchos e para a Corsan.

Se privatizar a maior empresa pública do Estado (Banrisul) e a água (Corsan) é o sonho de consumo do governador Leite e seus asseclas, a resposta dos dirigentes e da base do Banrisul foi motivada e será forte. A motivação da Plenária de Mobilização, realizada na tarde e noite da quarta-feira, 3/7, no auditório da Casa dos Bancários, mostrou que as mangas estão arregaçadas e os bancários prontos para a resistência. A hora é de não só reagir, mas fazer um trabalho de multiplicação de agentes em defesa do Banrisul e exaltar a importância do Banrisul público.

A conclusão é que o trabalho será uma consequência e uma continuação do que já se faz desde que a Frente Parlamentar foi criada em março de 2017. A mobilização em defesa do Banrisul público fez água no governo de José Ivo Sartori, a ponto de ele não ser reeleito. O atual governador do Estado, Eduardo Leite, vai sentir o peso da popularidade do Banrisul entre os gaúchos. Isso se ele já não souber disso.

O segundo passo da agenda de mobilização será o próximo sábado, 6/7, a partir das 9h na sede da Fetrafi-RS. Depois da reunião do Comando Nacional dos Banrisulenses, em 25 de junho, o Encontro Estadual dos bancários irá dar seguimento à luta que já se trava nas agências em todo o Estado em defesa do Banrisul público.

Assista aqui ao vídeo da plenária

A luta deve contar com o interesse e a força dos colegas do Banco do Brasil e da Caixa. Isso porque, o governo Bolsonaro e o governo Leite juntaram a fome pelas privatizações de tudo que puderem vender com a vontade de comer empresas públicas. Tanto o BB como a caixa estão em processo de desmonte, com fechamento de agências e demissões por PDVs.

Privatização ponta a ponta

A política é de privatização ponta a ponta. O negócio é aplicar o ideário. Desde o ministro da fazenda (Paulo Guedes) até o governador aqui tem um alinhamento que chega a ser espantoso. Eles querem privatizar até os três pontos centrais, saúde, segurança e educação”, disse o deputado Zé Nunes, coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público na Assembleia Legislativa.

Fato consumado. Não foi por acaso que o governador Eduardo Leite lutou tanto para nomear o carioca Cláudio Coutinho para a presidência do Banrisul e dar-lhe aumento de 75% nos salários, aumento, aliás, segundo o deputado Zé Nunes, que faz parte da estratégia do governador Leite assim como o desmonte do banco. Segundo Nunes, trata-se de uma estratégia de culpar o Banrisul pelo aumento, dizendo que não tem nada a ver com isso. Assim, ataca a imagem do banco e dissemina a ideia de que o Banrisul é ineficiente e deve ser vendido e que ainda faz trenzinho da alegria pagando altos salários para executivos.

Pendurado em uma ação

O presidente do SindBancários, Everton Gimenis, apontou que essa política de desmonte é uma marca de governos neoliberais. Começou com Antônio Britto, passou por Yeda Crusius, pela preparação de José Ivo Sartori e agora chega a Eduardo Leite. “O governador chegou a firmar compromisso de não privatizar o Banrisul. Mas como acreditar nele se ele trouxe um presidente que é especialista em vender patrimônio público e pendurou o Banrisul em uma única ação ordinária ao anunciar que quer vender papéis com direito a voto”, acrescentou Gimenis.

Novo desafio

A diretora da Fetrafi-RS e funcionária do Banrisul, Denise Falkenberg Corrêa, explicou que os banrisulenses estão diante de um novo desafio. É preciso defender o Banrisul de forma permanente diante de um contexto ainda mais desfavorável à sua manutenção como público na Assembleia Legislativa. “Vamos precisar buscar aquela nossa motivação para mobilizar a nossa base, os clientes do Banrisul e toda a população. Todo mundo sabe a importância do Banrisul no interior e na Capital”, explicou Denise.

Para o diretor da Fetrafi-RS e também funcionário do Banrisul, Carlos Augusto Rocha, contou a história de luta dos Banrisulenses em 2002 quando a PEC do plebiscito virou artigo 22 da Constituição Estadual. Foi um ano de muita mobilização dos bancários com atividades em Câmaras de Vereadores no Interior do Estado e muita conversa com deputados estaduais. No final, a PEC foi aprovada por unanimidade em duas sessões da Assembleia Legislativa. “A partir de agora todas as nossas ações devem ser casadas coma as ações da Frente Parlamentar” sugeriu.

Importância no crédito

O também diretor da Fetrafi-RS e funcionário do Banrisul, Fabio Alves, resgatou a importância histórica do Banrisul para a economia gaúcha. Além dos dois anos consecutivos de lucros recordes, chegando em 2018 a RS 1,1 bilhão, Fábio considera fundamental exaltar a importância do Banrisul no fornecimento de crédito a juro mais baixo para a população. “O Banrisul domina o crédito no Rio Grande do Sul. Destina R$ 65 bilhões. E é para todo mundo. Não faz distinção”, salientou.

Calendário de mobilização

Terça-feira, 25/6: Reunião do Comando Nacional dos Banrisulenses na Fetrafi-RS.

Sábado, 6/7: 13º Encontro Estadual dos Bancários na sede da Fetrafi-RS (Rua Fernando Machado, 820, Centro Histórico de Porto Alegre).

Sábado, 24/8: Encontro Nacional dos Banrisulenses na sede da Fetrafi-RS.

Quarta-feira, 12/9: Aniversário de 91 anos do Banrisul.

Fonte: Imprensa SindBancários

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