Banrisul: SindBancários reivindica retomada da Mesa de Negociação sobre Teletrabalho

Sindicato quer debater critérios para implementação do Acordo assinado

Nesta sexta-feira, 6 de maio, o SindBancários pediu oficialmente ao Banrisul a retomada da mesa específica de negociação sobre teletrabalho. O sindicato quer debater critérios para implementação do ACT assinado com o banco, em 29 de janeiro de 2021.

Para entrar em vigor, o acordo de teletrabalho depende do encerramento do período de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), o que foi assinado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em 22 de abril de 2022. A portaria do governo federal entra em vigor 30 dias após a publicação no Diário Oficial, ou seja, em 22 de maio. A princípio, esta é a data para o Acordo de Teletrabalho do Banrisul começar a valer.

O presidente do SindBancários, Luciano Fetzner, e o diretor de Comunicação, Gilnei Nunes, se reuniram no 4º andar da DG com o diretor Institucional do banco, Wagner Lenhart, e o Superintendente de RH, Gaspar Saikovski. No encontro, Luciano e Gilnei entregaram um ofício do sindicato pedindo urgência na retomada da mesa e um abaixo-assinado com mais de 1.500 assinaturas de Banrisulenses que querem a implementação do regime de trabalho remoto.

Uma nova realidade

Na opinião do sindicato, o ACT do Banrisul é ancorado em pressupostos importantes como o respeito à jornada, o direito à desconexão, fornecimento de equipamentos e ressarcimento de despesas. Agora, reforça Luciano, “é o momento de garantirmos que o banco implemente os termos do acordo e possamos negociar casos mais complexos olhando, caso a caso, para o interesse dos colegas do Banrisul”. A vigência do ACT termina em 1º de janeiro de 2023, até lá, aponta, “vamos olhar as situações mais urgentes e construir as bases para a renovação do acordo, em janeiro 2023, entendendo que o home office faz parte de uma nova realidade do mercado de trabalho bancário e, por isso mesmo, ainda está em construção”, refletiu o presidente.

O sindicato acredita que algumas funções podem, sim, ser realizadas remotamente com vantagens para os trabalhadores e sem prejuízos para a empresa. Mas para entender quais são essas funções e fazer isso funcionar, comenta Luciano, precisamos exigir do banco mecanismos de transferência e trocas de função, com critérios, processos seletivos e transparência, e que sejam aplicados de forma homogênea entre todas as unidades”.

O próprio diretor do banco, Wagner Lenhart, reconheceu a importância de sentar e conversar neste momento e afirmou que o banco está preparado pra isso. “Estabelecendo um canal de diálogo, com respeito dos dois lados, a gente tem a avançar em pautas que são importantes para o sindicato e para o futuro do banco”, pontuou o diretor destacando que a história de 93 anos do Banrisul, é uma história de sucesso construída pelos funcionáriosNosso compromisso é entregar um bom resultado para acionistas e para o controlador que é o Estado; atender bem os clientes e, sem dúvida nenhuma, olhar para os trabalhadores, para o corpo funcional, que é quem faz o banco acontecer e construiu esses 93 anos de história”.

Banrisul forte e público

Na conversa, o diretor Gilnei Nunes afirmou que para o sindicato, é muito importante “aliar o teletrabalho à manutenção do Banrisul forte e público”. Para Gilnei, o trabalho remoto deve “ser um instrumento para manter a relevância que o banco tem para a sociedade gaúcha”, ou seja, “o teletrabalho não pode ser usado para enfraquecer o banco e tirar a credibilidade da instituição na sociedade”.

Leia a íntegra do ofício entregue ao banco

Imprensa SindBancários

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