Bancos não têm justificativa para demitir trabalhadores

Sistema financeiro é o mais lucrativo do país. Cinco bancos controlam mais de 80% das operações, como verdadeiro cartel ,

Mesmo com a crise econômica agravada pela pandemia do novo coronavírus, com falência de lojas comerciais e indústrias, o sistema financeiro continua a ser o setor mais lucrativo no Brasil. As quatro maiores instituições financeiras do país (Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil), que somadas à Caixa Econômica Federal controlam mais de 80% das operações financeiras, num verdadeiro cartel, lucraram R$12,1 bilhões no segundo trimestre de 2020, em plena crise da pandemia. A estratégia dos bancos de transferir a maior parte dos ganhos para as Provisões de Devedores Duvidosos (PDDs) reduziu os números oficiais dos ganhos do setor.

A campanha nacional da categoria nas redes sociais atinge a imagem dos bancos, que repercute no patrimônio da empresa e preocupa grandes acionistas. Por isso é fundamental que todos os bancários participem da campanha nas redes sociais, podendo inclusive usar novos perfis e pedir ajuda a amigos e familiares. Seja solidário a quem perdeu seu emprego. Lutar por quem foi demitido hoje é garantir o seu emprego amanhã. Participe.

Itaú: compromisso social somente na propaganda

O Itaú lucrou R$ 28 bilhões em 2019 e R$ 8 bilhões no primeiro semestre deste ano. Gasta uma fortuna em publicidade para divulgar na grande mídia uma campanha a fim de mostrar um lado humano na pandemia que só existe na fantasia marqueteira. Na vida real, o banco pressiona, assedia e demite bancários. Após a direção do banco negar o pedido do movimento sindical de suspender as dezenas de dispensas, os bancários iniciaram uma campanha nacional no último dia 23 de setembro que vai continuar nas redes sociais.

Bradesco: fechamento de 400 agências e departamentos

Há várias denúncias de demissões no banco em todo o Brasil. Os sindicalistas denunciam que as dispensas fazem parte do processo anunciado na grande imprensa pelo presidente da instituição, Octavio de Lazari Júnior, da extinção de mais de 400 agências e departamentos em todo o país. A COE (Comissão de Organização dos Empregados) e os sindicatos defendem a suspensão das dispensas.

Santander: Brasil dá mais lucro, mas sofre com demissões

O grupo espanhol é o campeão de demissões no Brasil: cerca de 900 trabalhadores perderam o emprego em plena pandemia, apesar do trabalho dos funcionários brasileiros representar cerca de 30% dos lucros mundiais. A campanha dos sindicatos teve projeções em prédios, outdoors, tuitaços e atos públicos.

Mercantil e Safra: demissões, assédio e pressão

A campanha nacional contra as demissões no Banco Mercantil do Brasil foi lançada na sexta-feira, dia 25 de setembro. O banco anunciou o fechamento das plataformas de serviços em Salvador, Brasília e Recife, resultando em 18 demissões. Dispensas foram realizadas em outros municípios, inclusive no RJ. Na segunda-feira (28) teve um tuitaço denunciando o banco com a hashtag #MercantilSemCompromisso. A campanha vai continuar.

O Safra, banco do homem mais rico do Brasil, com uma fortuna estimada em R$ 119 bilhões, segundo a revista Forbes, também vem demitindo em todo o país, durante a pandemia. Como em todas as demais instituições financeiras, além de dispensar trabalhadores, o banco assedia e cobra metas abusivas dos funcionários, mesmo que na crise sanitária e econômica.

Fontes: Sindicato Bancários/RJ mais Contraf-CUT, com Edição de Imprensa SindBancários/PoA. Ilustração: Bier.

 

 

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