Bancários(as) ouvem o chamado à participação e vivem um dia histórico de GREVE GERAL que marca a reação aos golpes nos nossos direitos

Ruas do centro comercial vazias. Silêncio. Apenas passos esparsos se ouviam ao longe nas calçadas assim que o sol nasceu na Capital dos gaúchos. Um dia que não acontecia há pelo menos duas décadas com a força da GREVE GERAL dos trabalhadores brasileiros. Se as reformas da Previdência, Trabalhista e a terceirização retiram direitos que a classe trabalhadora custou muito a conquistar, a resposta ao governo Temer e ao Congresso Nacional, os usurpadores das nossas conquistas históricas, foi bem clara. Os trabalhadores pararam o Brasil e fortaleceram a GREVE GERAL, um divisor de águas na luta contra o golpe nos nossos direitos: estamos unidos, e a GREVE GERAL da sexta-feira, 28 de abril, essa que está sendo considerada uma das maiores dos últimos 100 anos, é apenas o começo de uma jornada de lutas que vai se fortalecer e ser ampliada.

Os bancários fizeram a sua parte naquela que já está sendo considerada a maior greve dos últimos 100 anos. Trabalhadores acostumados a conquistar benefícios com a sua luta e greves consecutivas nos últimos 14 anos tiraram o dia para conversar com cidadãos, levar esclarecimentos sobre os efeitos dos ataques do governo Temer em conluio com a Câmara dos Deputados e lutar em defesa dos bancos públicos e do emprego. Fizemos a nossa parte e com louvor. Na área de abrangência do SindBancários, a adesão à GREVE GERAL foi praticamente total.

“Este é um dia histórico para os dirigentes sindicais e das centrais sindicais de todo o país. Os trabalhadores brasileiros deram um recado muito claro. Que estamos muito bem informados sobre o roubo que está sendo processado nos nossos direitos. É muito importante também falar da participação dos bancários. Estamos muito contentes enquanto dirigentes sindicais porque os bancários deram um grande exemplo de que estão atentos e de que vão lutar até verem todos os nossos direitos preservados ou restaurados”, avisou o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

O diretor de Formação do SindBancários e funcionário do Banco do Brasil, Julio Vivian, elogiou a participação dos bancários nas atividades programadas pela categoria no 28 de abril. Desde a madrugada da sexta-feira, bancários participaram do piquete que ajudou a manter os ônibus da Trevo em suas garagens. A movimentação começou às 4h da manhã. “Hoje é um dia histórico, um divisor de águas na só pela magnitude da GREVE GERAL, mas também pela unidade da classe trabalhadora. A nossa unidade vai derrotar os golpistas. Hoje estamos dando um recado, mas é só o início da nossa reação”, exaltou o dirigente.

Além de estarem mobilizados desde a madrugada, os bancários participaram de Ato em Defesa dos Bancos Públicos e dos Empregos, na Praça da Alfândega, em frente à Agência Central do Banrisul. Vestindo a camiseta azul, marca da campanha de defesa do Banrisul público, Banrisulenses saíram em caminhada até o Largo Glênio Perez, onde a grande caminhada das Centrais reuniu milhares de trabalhadores até o Largo Zumbi dos Palmares.

“Sei que estamos sofrendo um ataque atrás do outro. Há um ano, tínhamos garantias de que ninguém mexeria na PLR, nas férias e no 13º salários dos bancários. Mas, agora, com a Terceirização, com a Reforma Trabalhista e com a reforma da previdência isso passou a ser uma realidade. Mas, depois deste histórico 28 do Brasil, em que os trabalhadores se uniram e fizeram uma das maiores greves da história recente do movimento de luta dos trabalhadores, nos enchemos de esperança. Os bancários são de luta, estão unidos e mandaram um recado bem claro: nós estaremos lutando muito para pressionar a Câmara, o Senado e combater esses ataques que têm um motivo muito claro. Todos esses ataques têm a mão dos banqueiros”, discursou o diretor da Contraf-CUT, Mauro Salles.

O diretor do SindBancários e funcionário da Caixa, Jaílson Bueno Prodes, lembrou da história recente do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O dirigente fez menção ao documento “Uma Ponte para o Futuro”, publicado pelo PMDB em outubro de 2015 e que apresentava um conjunto de medidas que retirava direitos dos trabalhadores. Após o impeachment, esse documento passou a ser considerado o programa de governo do golpe. “Desde que esse documento foi publicado, os Sindicatos, advogados trabalhistas, juízes e procuradores e promotores passamos a ter uma noção muito clara que vinham ataques aos direitos dos trabalhadores para que pagássemos a conta da crise mundial. Agora, ficou muito claro que aquela ponte está quebrada e que nós trabalhadores precisamos lutar para mandá-la para a ponte que partiu”, disse.

A diretora da Fetrafi-RS, Maristela Rocha, abordou um tempo que, muitas vezes, o s trabalhadores têm dificuldade de compreender. Trata-se do papel da grande mídia no golpe nos nossos direitos. Ficou muito claro que os veículos de comunicação de grande porte usaram a tática de ocultação da GREVE GERAL na véspera, e trataram de reduzir sua dimensão histórica nas notícias do dia do movimento, esta sexta-feira, 28/4. “A grande imprensa tenta passar para a população que é uma greve de sindicalistas. Só que a nossa greve foi apoiada pela Igreja Católica e pela Igreja Evangélica, por trabalhadores da justiça e 4 milhões de professores em todo o país”, ponderou.

Em Porto Alegre, uma ato histórico na frente da sede do Tribunal Regional do Trabalho 4ª Região, no Bairro Praia de Belas.  Mais de uma centena de trabalhadores ligados ao Judiciário aderiram aos protestos da greve geral. O ato ocorreu em frente ao prédio do Foro Trabalhista de Porto Alegre no final da manhã e foi organizado pela Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 4ª Região (Amatra IV), pelas 29 entidades que integram a União Gaúcha em Defesa da Previdência Pública em parceria com as entidades que fazem parte da Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas/RS).

Crédito fotos: Anselmo Cunha

Fonte: Imprensa SindBancários

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