Bancários(as) em defesa da educação e aposentadoria

Golpe da MP 881 também vai exigir mobilização pela retirada de direitos e por impor trabalho sem remuneração nos fins de semana

Não se trata de um mero acaso a simultaneidade entre a luta de trabalhadores e trabalhadoras na terça-feira, 13 de agosto, pelas ruas de Porto Alegre e do Brasil, em defesa da educação e da aposentadoria, e mais um ataque a direitos no mesmo dia. Enquanto, em Porto Alegre, bancários(as) se somavam aos protestos que juntaram cerca de 30 mil pessoas, na Câmara dos Deputados a MP 881 era aprovada por ampla margem de votos e enviada ao Senado.

Os(as) bancários(as) não estão com a vida ganha. Mesmo que, em 2018, tenham conquistado um acordo para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nacional com validade de dois anos e aumento real de 1% em suas verbas salariais, essa MP 881 atinge diretamente a nossa categoria. Isso porque, acabou o descanso remunerado de fim de semana, entre outras vantagens. Então, a importância do 13A ficou ainda maior.

E o autor da inclusão dos bancários nessa MP 881, do governo Bolsonaro e que precisa ser votada com urgência no Senado Federal até o dia 27 de agosto para não expirar seu prazo, é o deputado federal gaúcho, Jerônimo Goergen (PP). Ele tem sido incensado pela grande imprensa gaúcha, beneficiada com o fim da remuneração de 100% por domingo trabalhado, por destravar a economia. A grande imprensa só pode gostar, porque os jornalistas trabalham aos domingos para botar o jornal na rua nas segundas-feiras.

O presidente do SinbdBancários, Everton Gimenis, exaltou a participação do(as) bancários(as) nos protestos da terça-feira, 13 de agosto e salientou também que o deputado Jerônimo Goergen não poderá reclamar dos trabalhadores bancários o dia que for chamado de “traidor”. A MP 881 pode ser inconstitucional, como defendem alguns juristas, e ataca artigos da Convenção Coletiva de Trabalho dos(as) bancários, como o que estabelece como jornada de trabalho seis horas de segundas a sextas-feiras.

A liberdade econômica era para facilitar a criação de empresas e destravar a economia. Mas, depois que o deputado federal Jerônimo Goergen incluiu uma cláusula sobre o trabalho aos fins de semana dos bancários e contrariou nossa convenção coletiva nacional que consagra as seis horas de remuneração, nós vamos aumentar o tom dos nossos protestos. A participação dos bancários nos protestos do dia 13 são uma mostra da nossa indignação”, explicou Gimenis.

Para o presidente do SindBancários, as decisões do atual governo têm beneficiado grandes empresários, com os banqueiros. Primeiro, foi a reforma da Previdência que já se fala em golpe. Sim, depois de os deputados federais aprová-la na Câmara dos Deputados em dois turno sem o título de capitalização, o governo Bolsonaro já ameaça piorar o que já era ruim. Já falam em voltar com a capitalização da aposentadoria em que o trabalhador será responsável pelo acúmulo de dinheiro para o seu futuro de aposentado.

O governo, os banqueiros e seus políticos representantes, como é o Jerônimo Goergen, mentem para a população dizendo que essas medidas da MP 881 e a reforma da Previdência iam ajudar a gerar emprego. Diziam o mesmo em 2016 antes de aprovar a reforma Trabalhista. E o que cresceu foi o desemprego. E o PIB só cai”, avaliou Gimenis. 

Assista ao vídeo do presidente do SindBancários no 13A

 

Fonte: Imprensa SindBancários

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