Bancários(as), é tempo de se ligar na GREVE GERAL DE 28 DE ABRIL. Saiba por que a sua participação é fundamental

Uma assembleia unânime e motivada de GREVE GERAL, em 18/4, aprovou a participação dos bancários na sexta-feira 28 de abril. Também marcou assembleia organizativa para um dia antes, a quinta, 27/4. A assembleia apontou para o fato de que não há mais como se enganar nem deixar de ver a realidade: o governo antipopular de Michel Temer está fazendo um ataque cerrado contra os bancos públicos, reduzindo o número de agências e fechando postos de trabalho. Só no ano passado o Banco do Brasil fechou 402 agências e transformou outras 379 em postos de trabalho – e passou a faca em 9.400 vagas, empregos que não serão repostos. A hora é de reagir.

A situação na Caixa não é muito diferente. Agora a direção do banco fala em ressuscitar o cruel RH 008, do tempo do FHC, que permite demissões sem justa causa. Cerca de 440 colegas foram dispensados deste jeito na época. A medida foi revogada em 2003, mas ela pode voltar agora e se juntar ao PDVE, que já mandou para casa 4.600 bancários aposentados. E o presidente da Caixa já avisou que vai diminuir o número de agências e fatiar as áreas de cartões, habitação e loterias. Serão entre 100 e 150 agências desativadas. Quer dizer: ataca até a fundamental função social da Caixa. E não esqueçamos que as vagas não estão sendo preenchidas.

Isto para não falar na ameaça constante que continua envolvendo o Banrisul: enquanto Sartori diz que não pretende incluí-lo na negociação da dívida do estado com o governo federal, mas já foi aprovado o Regime de Recuperação Fiscal do Temer. Este PL 343/17, levado à Câmara dos Deputados na sexta-feira de carnaval, propõe que o RS fique três anos sem pagar a dívida com a União e venda todo o patrimônio público. CEEE, CRM, Corsan, Sulgás, claro, a joia da coroa, o Banrisul, estão na mira.

Como disse o líder do governo Sartori na Assembleia Legislativa, o deputado Gabriel Souza (PMDB): “não tem almoço de graça”. Essa frase diz bem o que vai ser esse Regime de Recuperação Fiscal. Para ficar três anos sem pagar as parcelas da dívida, o RS vai assinar uma nota promissória em que aceita que o estoque da dívida cresça R$ 30 bilhões, passando de R$ 50 bilhões para R$ 80 bilhões. Até mesmo o secretário da Fazenda do governo Sartori, Giovani Feltes, já admitiu que a dívida global vai crescer. AO ameaça de privatização também recai sobre o Badesul – alvo de uma campanha de difamação – o BRDE e o BNDES.

Por trás de tanta pressão, está a ideologia da austeridade e da criação de crises. Agora, os representantes do grande capital, como o alto empresariado da Fiesp e dos bancos privados, que financiaram toda a mobilização, começam a cobrar a conta. E o fim dos nossos empregos faz parte desta fatura.

Enfim, os trabalhadores bancários, de bancos púbicos e privados, já sofrem os efeitos da política comprada pelos banqueiros e feita por eles para ampliar o lucro e jogar nas nossas costas a conta de crise e a fatura dos juros das dívidas públicas.

Dizer que “só a luta nos garante” não é apenas uma palavra de ordem: é a verdade nua e crua. Assim como participar da greve geral no dia 28 de abril é um sinal de que vamos reagir e lutar por direitos que levamos muito tempo para conquistar.

Vamos parar o Brasil e o Rio Grande! No dia 28/04 é greve geral!

Providências legais

O Sindicato tomou todas as providências legais para garantir a participação dos bancários e das bancárias na greve geral de 28 de abril. A Fetrafi-RS publicou o edital de chamada de assembleia em jornal de grande circulação, assim como o SindBancários em seus meios eletrônicos e impressos. Nenhum bancário pode ser constrangido a trabalhar, sobretudo se houver dificuldades de transporte no dia da mobilização. Os bancários também estão legalmente protegidos quanto à caracterização da eventual falta. Não se trata de falta injustificada, portanto eventual ausência ou não marcação de presença no ponto não podem repercutir na carreira dos bancários de bancos públicos e privados.

Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho

O dia da GREVE GERAL é importante para a luta dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo. No dia 28 de abril, comemora-se o “Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho”, data criada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com o objetivo de promover a conscientização sobre a importância da segurança e saúde no trabalho. Hoje, estima-se que 270 milhões de acidentes do trabalho ocorram anualmente e que doenças do trabalho estejam em torno de 160 milhões no mundo todo. Com a terceirização, aprovada na Câmara dos Deputados em 22/3, os trabalhadores ficam mais vulneráveis a acidentes. Dados do Ministério do Trabalho apontam que 70% dos acidentes de trabalho no Brasil ocorrem com terceirizados.

Saiba por que é importante lutar no dia 28

Reforma da Previdência – A luta é contra a malfadada Reforma da Previdência, que vai fazer muita gente morrer antes de poder se aposentar. Os homens e as mulheres só podem se aposentar aos 65 anos de idade. Para ter aposentadoria integral, têm que trabalhar 49 anos sem ficar um dia desempregado. A ideia é acabar com a aposentadoria pública e fazer as pessoas pagar pela previdência privada.

Terceirização – A Terceirização desenfreada – inclusive das atividades fins – que já foi aprovada na Câmara Federal pela força do grande empresariado e o apoio dos golpistas de Temer. No caso dos bancários, ela na prática acabará com a carreira e as vantagens e conquistas da categoria, pois o trabalho de um bancário poderá ser feito por qualquer empresa terceirizada e com trabalhadores precarizados e praticamente sem direitos trabalhistas.

Reforma Trabalhista – Outra frente de resistência é contra a Reforma Trabalhista. Ela praticamente acaba com as garantias legais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), promulgada por Getúlio Vargas em 1943. Os tubarões do grande capital, servidos à vontade por Temer, avançam em direção ao passado, querendo jogar o país e sua população de volta aos século 19.

Assembleia de organização da GREVE GERAL

Quinta-feira, 27/4 | 18h30 | Auditório da Casa dos Bancários (Rua General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre).

Fonte: Imprensa SindBancários

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