Bancários(as) aprovam contas do Sindicato por unanimidade

Superávit do exercício 2020 foi três vezes maior do que o registrado no ano anterior em razão de ações coletivas vitoriosas e gestão responsável

Bancários(as) reunidos(as) em Assembleia Geral Ordinária virtual na noite da terça-feira, 29/6, aprovaram por unanimidade a Prestação de Contas e o Balanço Financeiro e Patrimonial do Exercício de 2020 do SindBancários. Mais uma vez, as contas do Sindicato fecharam com superávit.

O superávit cresceu três vezes em 2020 em relação a 2019. O resultado positivo se deve, além das receitas advindas de ações jurídicas vitoriosas, principalmente à gestão responsável, transparente e comprometida com os interesses da categoria bancária e da Classe Trabalhadora.

As despesas ordinárias se reduziram de R$ 8,5 milhões (2019) para R$ 7,52 milhões em 2020. Já as receitas ordinárias passaram em 2020 para um total de R$ 8,72 milhões.

O Conselho Fiscal se reunira em 15 de junho e indicara a aprovação das contas.

Os bancários também aprovaram a destinação equânime da parte extraordinária do superávit para dois fundos: o Fundo de Mobilizações e Lutas e o Fundo de Patrimônio.

Os efeitos de uma decisão acertada começaram a repercutir. A criação do Fundo Jurídico, em novembro de 2018, para enfrentar o fim da sucumbência nos processos trabalhistas, também cresceu.

Desde 2017, quando a Reforma Trabalhista passou a valer durante o governo de Michel Temer, as entidades sindicais tiveram que lidar com a necessidade de aportar recursos para pagar as custas judiciais de Honorários Sucumbenciais, caso as sentenças das ações não fossem favoráveis aos trabalhadores.

Este fundo registou um incremento da ordem de cerca de R$ 4 milhões em 2020, ficando em R$ 5,83 milhões. Ele só pode ser usado para o fim que foi criado.

O presidente do SindBancários, Luciano Fetzner, fez um balanço da solidez financeira do SindBancários e o cenário político que se esboça para as eleições gerais do ano que vem.

“Temos um horizonte pouco favorável aos trabalhadores desde o governo Temer [2016-2017]. E com os governos Bolsonaro e Leite [governador do RS] esse cenário continua desfavorável. Não sabemos quanto tempo vai durar a taxa negocial. Não se sabe se vai ser mantida”, explicou Luciano, referindo-se à negociação do ano que vem com a Fenaban do acordo coletivo fechado por dois anos em 2020.

O presidente apontou outras duas questões, relacionadas à redução da categoria bancária e à necessidade de buscar novos associados nas emergentes fintechs e cooperativas de crédito.

“O trabalho tradicional bancário vem sendo substituído por fintechs. Temos o desafio de dialogar com esses trabalhadores de outros serviços que são bancários, mas não são executados da forma que conhecemos. E temos também todo o risco de um governo ultradireita se eleger para mais um mandato e de ter lutas no Banco do Brasil, na Caixa, BRDE, Badesul em defesa dos bancos públicos. Já tivemos uma luta contra a PEC 280 em defesa do Banrisul. Não podemos descartar lutas em defesa dos bancos públicos a partir do ano que vem por um longo período”, acrescentou Luciano, referindo-se ao repasse de recursos ao fundo de lutas do Sindicato.

O diretor financeiro, Tiago Vasconcellos, chamou a atenção para uma importante contribuição do Sindicato no combate à fome durante a pandemia. “O Sindicato fez um esforço. Compreendemos o momento. O Sindicato foi lá e estendeu a mão para trabalhadores de outras categorias. Fizemos um exercício de solidariedade de classe. Esse governo caótico atrasou o início dos pagamentos dos benefícios assistenciais. Deixou milhões de pessoas com fome. A pessoa não pode pensar em seus direitos, na sua política e na sua luta se não tiver um pão para comer”, salientou Tiago.

Após a aprovação por aclamação do balanço e da destinação das receitas extraordinárias, a diretoria do Sindicato aproveitou para convidar todos e todas presentes a participarem da votação do inédito Orçamento Participativo da entidade (aberta de 29/06 a 04/07 no site da entidade).

O presidente reforçou ainda a importância do distanciamento social e cuidados redobrados com o uso correto de EPI’s por parte dos bancários que forem participar no sábado, 3/7, dos atos nacionais em protesto contra o governo federal, fazendo referência ao luto pela vida de dirigentes sindicais e colegas bancários, que poderiam ter sido evitados, não fosse a política relapsa conduzida em nível nacional.

Veja relatório da Prestação de Contas e o Balanço Financeiro e Patrimonial do Exercício de 2020 do SindBancários

Fonte: Imprensa SindBancários

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