Bancários vestirão preto e pedirão lockdown nesta quarta-feira (24)

Dezenas de bancários e bancárias participaram da plenária virtual. Foto: SindBancários/Divulgação

Nas redes sociais também vai ter mobilização e pedido de auxílio emergencial de 600 reais

Na noite desta segunda-feira (22), diante de mais de 294 mil mortes de Covid-19 no Brasil, os bancários de Porto Alegre e região reuniram-se em plenária virtual para organizar a mobilização desta quarta-feira (24). Nesta data, está marcado um dia de mobilização nacional convocada pelas centrais sindicais e movimentos de trabalhadores pedindo um lockdown em defesa da vida. Participe e chame seus colegas: vai ter tuitaço, todos vestindo preto em protesto e troca das fotos de perfil nas redes sociais.

Lockdown, vacina já e auxílio de 600 reais

Presidente do SindBancários, Luciano Fetzner realizou a abertura da plenária, que contou com a presença de dezenas de bancários. Fetzner justificou o encontro virtual a partir da convocação das centrais sindicais para o dia 24 de março, momento para trabalhadoras e trabalhadores cobrarem dos governos e autoridades providências no combate à pandemia de Covid-19. “Precisamos, sim, de um lockdown, uma paralisação total, para que consigamos reduzir drasticamente a circulação do vírus. Mas ao falar em lockdown é preciso também falar em auxílio emergencial, uma coisa não pode vir sem a outra”, esclareceu. E foi além: “Quem ainda está negando esta doença, os negacionistas, estes para mim são genocidas. Já não consigo mais falar de outra forma”.

Luciano lembrou que desde o princípio da pandemia países desenvolvidos estão socorrendo suas populações com auxílios aos vulneráveis. Por aqui, no Brasil, contudo, foi preciso travar uma luta política contra o governo federal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para que o benefício fosse instituído e, mais recentemente, retomado. Ainda assim, o novo auxílio terá valores menores, variando entre 150 e 375 reais, com duração de quatro meses e primeiro pagamento em abril.

Bancários como grupo prioritário na vacinação

Diretor do SindBancários e da Contraf-CUT, Mauro Salles recordou que o movimento sindical esteve mobilizado contra a COVID-19 desde os primeiros casos diagnosticados no país. Entre os avanços obtidos, ele citou a instituição de rodízio entre os funcionários, retirada de trabalhadores das agências, adoção de home office, distanciamento e afastamento dos funcionários pertencentes ao grupo de risco.

Porém, com o passar dos meses, os bancos relaxaram os protocolos e retomaram as demissões, pressões por metas, visitas a clientes. “Temos que estar atentos e fazer nossa parte, que é não aglomerar e fiscalizar o cumprimento dos protocolos. Mais do que isso, queremos ver os bancários, como trabalhadores essenciais que são, na lista de prioridades da vacinação”, reivindicou Salles.

Governo omisso dá “esmola emergencial”

Bancária e diretora da CUT-RS, Ísis Garcia lamentou a contribuição negativa do presidente Bolsonaro quando a população mais necessitava de um líder para colaborar no enfrentamento da Covid-19. “Na quarta, vamos repetir o pedido por auxílio emergencial, mas um auxílio de verdade, de 600 reais, não este novo, com valores reduzidos, que é uma esmola emergencial”, qualificou. Ísis também chamou atenção para a necessidade de um comprometimento do Estado com os pequenos e médios empresários, para que tenham acesso a crédito a fim de não falirem seus negócios. “Uma pena que boa parte deste segmento não entende isto e adere às carreatas da morte que pedem abertura do comércio e demais atividades”, lamentou.

Diretor do SindBancários, Tiago Vasconcellos indicou como forma de protesto para a categoria que às 12h de quarta-feira se faça um minuto de silêncio nas agências bancárias em homenagem a todas as vítimas da Covid-19.

No meio disso tudo, Banrisul ameaçado

Diretor do SindBancários e vice-presidente da CUT-RS, Everton Gimenis chamou atenção para outra pauta urgente para a categoria bancária, em especial para os banrisulenses. Nesta terça-feira (23), às 9 da manhã, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa decide se dá prosseguimento ou retira da pauta a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 280. Esta PEC retira a exigência de plebiscito para a privatização da Corsan, Banrisul e Procergs. “Todos devemos acompanhar amanhã pelas redes sociais da assembleia e vermos com nossos próprios olhos como o governador Eduardo Leite (PSDB) descumpre a palavra que empenhou na campanha eleitoral de 2018, quando disse que não venderia Corsan nem Banrisul”, convocou. A reunião será transmitida no canal do YouTube da Assembleia Legislativa do RS no YouTube. CLIQUE AQUI E ACOMPANHE.

Fonte: Imprensa SindBancários e Agência Brasil

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