Bancários vestem preto contra entrega da Caixa

Em Porto Alegre, Ato do Dia Nacional de Luta será na quinta 14/3, em frente ao Edifício-Sede Querência ao meio-dia. Na sexta, 15/3, também será dia de preto em defesa da Caixa 100% pública

Quando o Sindicato alerta para o risco de um banco público como a Caixa ser entregue de mão beijada para algum banqueiro louco por dinheiro, é porque isso já está acontecendo. Entregar a Caixa começou em 2016 no governo Temer, com o golpe do impeachment, e se aprofunda agora com um presidente do único banco 100% público que reza pela cartilha do ideológico ultraliberal e direitista presidente Jair Bolsonaro.

Colegas da Caixa, precisamos dar uma resposta a esse monte de bobagem que o presidente Pedro Guimarães vem fazendo desde que assumiu a Caixa em janeiro. Ao meio-dia da quinta-feira, 14/3, em frente ao Edifício-Sede Querência, no Centro Histórico de Porto Alegre (Andradas, 1.000), vamos para o Dia Nacional de Luta. Em Porto Alegre, antecipamos em um dia a mobilização em defesa da Caixa 100% pública.

Antecipamos o ato para ampliarmos a possibilidade de participação dos bancários e bancárias. Na quinta, 14/3, a Fetrafi-RS realizará reunião do Sistema Diretivo com representação de dirigentes sindicais dos 38 Sindicatos de Bancários do RS. Seguindo orientação nacional, solicitamos que os colegas de agências bancárias da caixa vistam preto na quinta e na sexta, dia 15/3, quando ocorrer o Dia Nacional de Luta na Caixa.

Bobagens de presidente

Não são de graça as bobagens que o presidente da Caixa tem dito e feito. Além de anunciar que vai fatiar a Caixa, ele pode meter a mão em R$ 7 bilhões do lucro. Ele não anunciou que ia fazer isso. Foi gente do Conselho de Administração que denunciou.

Derreter o lucro, fazendo provisão para débitos é normal. Mas quando é elevada significa tirar dinheiro da PLR dos empregados da Caixa. Quer dizer que ele pode estar cometendo um erro administrativo muito grave.

Em empresa pública um novo gestor não pode mudar as regras estabelecidas em acordos legais firmados pela direção anterior. As regras do jogo não podem ser mudadas com o jogo em andamento. Bola na trave não pode ser considerada gol porque o presidente quer.

Pedro Guimarães não poderia interferir nas decisões que a administração anterior tomou em relação às provisões. Além do mais, a inadimplência na Caixa se manteve estável. Quer dizer, não há motivo para retirar dinheiro do lucro e manter no banco.

A não ser que eles esteja tornando a Caixa mais atrativa para vender. Qual banqueiro não vai querer um banco com mais R$ 7 bilhões em caixa?

O entreguismo e o fatiamento

Então, a estratégia de entregar a Caixa é a soma desses fatores. Faz o lucro ser menor, anuncia que a Caixa não tem dinheiro (é isso mesmo!), reduz número de funcionários, o dinheiro para as políticas públicas como o Minha Casa Minha Vida. Então, as pessoas começam a pensar que a caixa só tem fila nas agências, que o atendimento é ruim e que o melhor é privatizar mesmo.

Desde sua posse, Pedro Guimarães vem reafirmando que sua estratégia é diminuir a atuação da Caixa, vendendo participações nas áreas de seguros, cartões, assets e loterias. Fatiando a empresa e privatizando-a em pedaços.

“Basta fazer uma análise dos balanços para ver que estas áreas são as mais rentáveis do banco. Ele quer dar o filé mignon para a iniciativa privada se esbaldar com os altos lucros que estes segmentos proporcionam ao banco e à sociedade brasileira. Não vamos nos calar diante de tamanho descalabro”, afirmou o coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis.

Áreas mais rentáveis na mira

Uma análise realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nos últimos balanços aponta que as receitas da Caixa com tarifas e prestação de serviços com cartões e seguros rendem em torno de R$ 2,2 bilhões/ano. Em termos de equivalência patrimonial, com seguros, a receita é de quase R$ 1 bilhão (em 2017, foram 960 milhões). Estas áreas estão entre as mais rentáveis do banco.

Fonte: Imprensa SindBancários

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