Bancários tiveram aula de conjuntura com o sociólogo Emir Sader na abertura do 12º Congresso da Fetrafi-RS

Em meio à efervescência das manifestações em defesa da democracia e pela manutenção do estado de direito, ocorridas na sexta-feira, 18/3, em todo o País, a Fetrafi-RS abriu as portas da sua nova sede para receber a 12ª edição do Congresso Estadual. A mesa de abertura do evento contou com a participação de representantes do movimento sindical bancário, confederações, centrais sindicais e sindicatos convidados.

Em suas manifestações, os integrantes da mesa destacaram a importância do momento político do País, marcado pela disputa de projetos antagônicos, que não têm chance de coexistência. Além de elogiar a nova estrutura física da Federação, concretizada através do esforço coletivo da entidade e seus 38 sindicatos filiados, os convidados da mesa conclamaram a categoria a lutar pela manutenção da democracia, contra a retirada de direitos e no enfrentamento ao golpe contra o Governo Dilma.

Após as manifestações de abertura do Congresso ocorreu o painel sobre Conjuntura, com o professor e cientista político, Emir Sader. Recepcionado pela Fetrafi-RS desde o fim da manhã da sexta-feira, o palestrante cumpriu uma intensa agenda em Porto Alegre, incluindo entrevistas a jornalistas, participação em programa de rádio ao vivo e a participação no ato público na Esquina Democrática, no final da tarde.

Ao longo de suas explanações ao público do 12º Congresso Estadual da Fetrafi-RS, Emir Sader disse que os bancários estão no olho do furacão financeiro do país e fez duras críticas à hegemonia do capital especulativo e à atual política econômica do país. Segundo o sociólogo, a raiz da crise política está na economia. “Quem é hegemônico neste país é o capital financeiro, o capital especulativo, que vive do endividamento do povo e do governo. Esse é o primeiro problema da crise brasileira: Como quebrar a espinha dorsal do capital financeiro? Alguém tem que pagar o preço pela crise. Enquanto o dinheiro for para especulação não haverá retomada do crescimento econômico”, afirma Emir.

Para o painelista, os governos Lula e Dilma fizeram políticas sociais maravilhosas. “Por isso, a Dilma teve o voto dos mais pobres. Por outro lado, não conseguimos democratizar os meios de comunicação e a imprensa faz de tudo para alienar ainda mais. Também não ajudamos as pessoas a tomarem consciência da importância dos direitos sociais conquistados. Políticas sociais por si só não geram consciência social”, avalia.

Quanto à posse do ex-presidente Lula à frente da Casa Civil, Sader acredita que dará credibilidade e força ao Governo para superação da crise. “As manifestações do dia 13 foram bem claras. Elas refletiram o objetivo da grande classe média/alta e tiveram característica de golpe, com gestos de agressão, violência e ódio. Eu acho que foi uma atitude de desespero da direita, porque não conseguiram prender o Lula nem derrubar a Dilma naquela semana. A entrada do Lula dá credibilidade e enfraquece o processo de impeachment”.

Fonte: Comunicação/Fetrafi-RS

Fotos: Pedro Belo Garcia

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