Bancários realizam Dia de Luta no Bradesco contra demissões e fechamento de agências

Enquanto banco lucra R$ 14 bilhões no primeiro semestre, precariza o atendimento e promove demissões

A quarta-feira, 10 de agosto, amanheceu com a mobilização da categoria bancária no Dia de Luta do Bradesco. Dirigentes do SindBancários e da Fetrafi-RS paralisaram agências do Centro de Porto Alegre para dialogar com trabalhadores bancários, clientes e usuários sobre a realidade do banco, que vem fechando agências e demitindo funcionários. Também foi distribuído um material impresso com as principais reivindicações dos empregados do Bradesco.

O secretário-geral do SindBancários e funcionário do Bradesco, Luis Gustavo Vargas, destacou que a mobilização integra a Campanha Nacional dos Bancários e que a Fenaban não apresentou nenhuma proposta até então. “A partir de agora vamos intensificar as atividades como a de hoje, para exigir um posicionamento dos banqueiros quanto às reivindicações da categoria”, pontuou.

Na última semana, o banco divulgou o lucro de R$ 14 bilhões no primeiro semestre de 2022 – o que representa uma alta de 16,1% em relação ao mesmo período de 2021. Mas enquanto lucra, o Bradesco promove demissões, fecha agências e cobra metas abusivas de seus funcionários. Além disso, outra grande preocupação apontada pelos sindicalistas é a transformação de agências em unidades de negócio, para cortar custos. Desde março de 2020, a instituição fechou 1.527 agências; muitas delas tiveram essa reformulação. Com isso, o banco restringe o atendimento e expõe bancários, clientes e usuários, já que os locais não têm portas giratórias nem vigilantes.

Segundo Sandro Cheiran, diretor da Fetrafi-RS, o lucro do Bradesco é fruto do grande empenho de seus trabalhadores e trabalhadoras. “Entretanto, ao invés de valorização, presenteia seus funcionários com demissões, pressão absurda por metas e fechamento ou transformação de agências em unidades de negócios, que funcionam sem o mínimo de segurança”, criticou o dirigente.

“O Bradesco é um dos maiores bancos privados do país, cujo lucro no primeiro semestre significa um aumento de 16% em relação ao ano passado, e mesmo assim, está fechando agências, demitindo funcionários e cobrando metas abusivas, adoecendo seus empregados. Os bancos têm, sim, como atender as reivindicações dessa nossa campanha salarial, por isso que estamos aqui, cobrando do Bradesco responsabilidade na mesa de negociação e uma proposta decente para a categoria bancária”, afirmou o vice-presidente da CUT-RS e ex-presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

O movimento sindical reivindica a manutenção dos empregos, a contratação de mais servidores, segurança nas unidades de negócios e o fim do assédio moral. O entendimento do SindBancários é de que, durante esta Campanha Salarial, o Bradesco tem a chance de reconhecer os problemas e implementar as propostas apresentadas na mesa de negociação.

Confira o depoimento de Edson Rocha, diretor do SindBancários

Texto: Amanda Zulke|Fonte: Imprensa SindBancários

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