Bancários protestam contra reestruturação do Banco do Brasil

Neste Dia de Luta, sindicalistas e colegas do BB protestaram nas agências da Uruguai e Farrapos

O sol forte não impediu que dezenas de funcionários do Banco do Brasil se concentrassem na frente das agências da Rua Uruguai e da Avenida Farrapos, das 10h às 11h da manhã desta quarta-feira, 12/02. Junto a diretores do SindBancários e da Fetrafi-RS, grande parte dos colegas aderiu à paralisação conscientemente: “A direção do banco quer colocar os colegas uns contra os outros e tem como meta enfraquecer o BB. O projeto Performa, que altera a forma de remuneração, vai é reduzir os salários dos funcionários – e na verdade é um projeto ‘Deforma’”, afirmou a bancária do BB e diretora sindical Bianca Garbelini, em frente à agência da Rua Uruguai.

Reestruturação

“A atividade aqui no Banco do Brasil nesta quarta, e amanhã, 13, na Caixa, também faz parte da luta contra as reestruturações que os dois grandes bancos públicos estão sofrendo neste governo Bolsonaro”, disse o sindicalista Antonio Augusto Borges. “Queremos dizer ao ministro da Economia que não somos ‘parasitas’, como ele acusou, somos os responsáveis pelos investimentos que ajudam o Brasil a crescer. Temos que continuar denunciando à população esta política comandada pelo banqueiro Guedes, de desmonte das empresas públicas”, concluiu Antonio Augusto.

Petrobrás e Casa da Moeda

Denise Falkemberg Correa, da Fetrafi-RS, lembrou que o protesto acontece neste dia em todo o Brasil, e aproveitou para manifestar solidariedade aos companheiros da Petrobrás e Refap, que continuam parados. “Este governo ataca não só os bancos públicos, mas as grandes empresas estatais, fundamentais a nossa soberania. Também os colegas da Casa da Moeda, que produzem o nosso dinheiro, seguem em greve sob ameaça de venda da instituição. Estamos juntos!”, disse.

Já a também diretora sindical Caroline Heidner, sobre as imposições feitas pelos gestores na reestruturação do banco, lembrou: “Se os banqueiros e patrões lutaram para impor o negociado sobre o legislado, agora é hora então de serem coerentes e abrirem a negociação sobre as mudanças, e não impor de cima para baixo. Temos que fortalecer a solidariedade entre colegas. Lutar sempre vale a pena”, afirmou Carol.

Benefícios vieram da luta

Guaracy Padilla Gonçalves, diretor do SindBancários e empregado da Caixa, deu um recado muito claro a todos os colegas do BB que desceram para participar do ato e ao público que esperava para ser atendido no banco: “Todos os direitos que temos hoje, nenhum foi de graça, nada é por bondade dos gestores. Tudo é resultado de luta e mobilização. Nossa mobilização tem que ser contínua, para quebrar a espinha dos gestores de plantão”, afirmou. E recordou: “O próprio presidente do banco, ao assumir, disse que tinha que vender o banco logo, enquanto ele ‘ainda vale alguma coisa’”.

Paulo Stekel, funcionário do Santander e membro do Conselho Fiscal do Sindicato, chamou atenção para a necessidade de renovar o acordo coletivo de trabalho dos bancários com a Fenaban. “Vamos renovar este acordo até setembro, mas vai exigir muita luta nossa”. Stekel também destacou o valor da defesa dos bancos públicos para equilíbrio da economia: “Se não fossem o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, com financiamentos preferenciais para a agricultura e crédito habitacional, os juros bancários hoje estariam nas alturas. É preciso conscientizar os colegas e toda a população”.

Chamamento

Neste sentido, bancários e a população que aguardava para ser atendida, receberam exemplares do jornal O Espelho, da Contraf, informando todos e todas sobre os motivos da paralisação neste dia de luta. Muitos colegas em atividade no banco desceram para fortalecer o ato de protesto, após o convite feito nos andares do prédio do banco pelas diretoras do SindBancários Bianca e Priscila Aguirres.

Agência Farrapos

A mobilização do SindBancários e Fetrafi-RS também ocorreu na zona norte da capital. Na Agência Farrapos do Banco do Brasil, diretores também conscientizaram clientes e passantes e reuniram dezenas de bancários, chamando atenção para a realidade que o programa Performa pode trazer. “Cada vez mais o banco quer fazer com que nosso relacionamento com ele seja feito por meio de telefone, internet e aplicativos, sem contato com a gente, os bancários. É importante que se diga que isto exclui pessoas idosas e outros grupos que têm dificuldades no trato com a tecnologia. O Banco do Brasil é nosso e de todo o povo brasileiro”, advertiu o diretor do Sindicato Rogério Rodrigues.

 

Fonte: Imprensa SindBancários.

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