Bancários preparam lançamento de Frente Parlamentar para defender bancos públicos e um estado mais justo

Neste momento em que as entidades de trabalhadores e movimentos sociais em todo o Brasil e no Rio Grande do Sul lutam pela manutenção dos empregos e das políticas sociais, os bancários tomam a dianteira, defendendo tanto a categoria e suas conquistas quanto combatendo o desmonte dos bancos públicos. “Assim como lutamos pelo Banco do Brasil e a Caixa, além do Banrisul, Badesul e BRDE, nossa mobilização também é em defesa da maior parte da sociedade gaúcha e brasileira, sob ataque cerrado da privatização”, diz o presidente do SindBancários, Everton Gimenis. Ele lembra que nós, bancários dos bancos públicos e privados, temos um papel fundamental nesta luta. Por isso mesmo, na próxima segunda-feira, 09/10, na sede da Fetrafi-RS, vai ser lançada a Frente Parlamentar em Defesa dos Bancos Públicos, com forte participação do SindBancários e da Fetrafi-RS.

Como aponta Gimenis, “vender patrimônio público não vai acabar com as dívidas do estado e piora a vida de todos nós”. “A hora é de reagir r defender o patrimônio de todo o povo gaúcho e brasileiro”, concluiu o presidente do SindBancários.

Reunião com Villaverde

A movimentação dos trabalhadores bancários segue avançando. Na manhã desta de terça-feira, 03/10, o diretor do SindBancários Paulo Stekel e o da Fetrafi-RS, Ottoniel Gomes da Costa Jr., tiveram reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Badesul e BRDE no gabinete do deputado Adão Villaverde. Eles lideraram o encontro de trabalhadores dos dois bancos com Villaverde, que é o coordenador da Frente, para debater alternativas de ação e reforçar a luta.

Congresso Nacional

O movimento não acontece somente aqui, sob o governo neoliberal de José Ivo Sartori. Também no Congresso Nacional, para combater o desmonte das empresas e das grandes instituições financeiras, foi criada a Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Bancos Públicos, com parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado Federal dispostos a serrar fileiras nesta luta.

A palavra de Thomas Piketty

Mas não são apenas os sindicalistas e parlamentares de oposição que defendem as instituições públicas fortes. O mais importante economista do mundo atual, o francês Thomas Piketty (autor do best-seller “O Capital do Século XXI”), que esteve há poucos dias no Brasil, inclusive em |Porto Alegre, ensina: “Acredito no mercado – mas é a democracia que deve controlar o capitalismo, e não o contrário. É uma conclusão baseada nas lições da História”.

Sobre a a política de austeridade (sobre postos de trabalho e corte de salários e direitos), adotada tanto no governo federal quanto no RS, com a desculpa de superar a crise do país, vale ler o que o grande economista recomenda: “É uma resposta inadequada. A História ensina que não se resolve crise de explosão de dívida pública com austeridade. Melhor anular a dívida para retomar a atividade econômica. Assim foi reconstruída a Europa, depois da II Guerra Mundial. É preciso saber perdoar as dívidas para recomeçar e apostar no futuro”.

Redução da desigualdade é prioridade

Ele diz ainda que o debate democrático precisa avançar no caminho prioritário da diminuição da desigualdade social. Sobre a redução da injustiça social nos governos de Lula e Dilma, ele lembra que apesar de a classe media ter sido atingida, os 10% mais ricos do país não foram afetados.

E para quem acha que o Brasil reivindicado pela oposição, pelos movimentos sociais e pelas entidades trabalhistas está “fora da lógica mundial”, o principal estudioso da economia do planeta tem uma lição para ensinar: “O governo japonês, de centro-direita, acaba de aumentar o imposto sobre herança de 45% para 55%, enquanto nos Estados Unidos este índice é de 35%, na Alemanha e na Inglaterra é de 40%”, diz Pikkety. “Já no Brasil, fica entre 3 e 4%”, ressalta ele. E dá uma dica fundamental: “Não existe fatalidade. Tudo é resultado da História”, destacou.

Ou seja, lutar é fundamental.

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