Bancários podem assistir de camarote e de graça a espetáculos de Festival de Teatro popular. Retire seu ingresso na Casa dos Bancários

O SindBancários disponibiliza gratuitamente para os bancários de sua base ingressos para assistir a espetáculos do V Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem, realizado pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Para pegar seu ingresso, basta procurar a Secretaria Geral, no segundo andar da Casa dos Bancários (General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre), das 9h às 17h. O primeiro espetáculo é Instrucciones para Abrazar el Aire, do Grupo Teatro Malayerba, do Equador, na sexta-feira, 16/6, às 20h, no Theatro São Pedro.

Os ingressos para os espetáculos no Theatro São Pedro dão direito à camarote. O número de ingressos é limitado. O V Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem é uma realização da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e conta com patrocínio da CAIXA e apoio do Fundo Iberescena.

O Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem, realizado pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, acontece desde 2010 e apresenta uma vasta programação de espetáculos de teatro, intervenções artísticas e ações formativas. O enfoque do Festival está no Teatro Popular, dando visibilidade e reconhecimento à produção artística de grupos teatrais de longa trajetória, comprometidos com sua comunidade de origem, o panorama sociopolítico latino-americano e a constante pesquisa estética.

O Festival de Teatro Popular foi construído pelo Ói Nóis Aqui Traveiz a partir da experiência da Mostra Jogos de Aprendizagem, que a Tribo de Atuadores organiza desde 2004. A Mostra leva ao palco os processos pedagógicos desenvolvidos pela Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo, possibilitando a circulação de espetáculos em diferentes bairros populares. No entanto, a partir de 2010, promovemos não só uma mostra, e sim, um festival de teatro com toda sua visibilidade e repercussão, chamando a atenção para um teatro não comercial e não convencional, mas periférico e popular. O projeto nasce do desejo de dialogar com outros grupos brasileiros e latino-americanos e oferecer um palco para o teatro popular em Porto Alegre.

Apresentações

Em 2017, o Festival reunirá mais de 20 apresentações teatrais em três mostras artísticas de 11 companhias nacionais e internacionais. A Mostra de Espetáculos homenageia o grande escritor e diretor Arístides Vargas, apresentando quatro obras do dramaturgo, encenadas por companhias da Argentina, do Brasil e do Equador. O próprio Arístides e seu Grupo Malayerba vão acompanhar toda a programação, além de apresentar duas obras e ministrar um workshop de criação teatral. A Mostra ainda reúne diferentes produções do Brasil, Costa Rica/Argentina, Cuba e Moçambique/Portugal que se propõem a discutir aspectos da identidade ibero-americana. As obras mergulham em histórias e lendas das culturas originárias ou tematizam o próprio processo de colonização europeia.

Mostra de Desmontagens

A Mostra de Desmontagens contará com a presença de renomados artistas brasileiros e latino-americanos, que trarão para o Festival suas experiências de criação teatral em forma de Desmontagens Poéticas. A Desmontagem é um conceito relativamente novo no âmbito das artes cênicas que constitui uma análise e desconstrução do próprio trabalho artístico e, ao mesmo tempo, é obra de arte. A Mostra Pedagógica apresentará trabalhos oriundos de oficinas e processos de formação de diversos grupos e entidades locais. Essa Mostra possibilitará aos participantes a circulação por diferentes locais de apresentação e os aproxima dos grupos e artistas profissionais convidados. As atividades complementares incluirão painéis de debate, oficinas práticas, bate-papos, lançamentos e uma feira itinerante de publicações relacionadas às Artes Cênicas.

Você pode entrar por aqui na Programação do Festival de Teatro Popular. www.festivaldeteatropopular.jimdo.com

Ingressos para os bancários

Instrucciones para Abrazar el Aire | Teatro Malayerba (Equador)

Sexta, 16/6 | 20h | Theatro São Pedro | Pça. Mal. Deodoro, s/n – Centro, Porto Alegre

Abertura do Festival: Theatro São Pedro – 20 h

Flores Arrancadas a la Niebla | Línea Roja (Argentina)

Sábado, 17 e 18/6 | 20h | Theatro São Pedro

Nuestra Senhora de las Nuvens | Clowns de Shakespeare (Brasil)

Sexta-feira, 23/6 | 20h | Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa (Praça Marechal Deodoro, 101 – Centro, Porto Alegre)

Retire seu ingresso de segundas às sextas-feiras, das 9h às 18h, na Secretaria Geral da Casa dos Bancários (Rua General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre). O número de ingressos é limitado.

Instrucciones para abrazar el aire

A peça conta a reconstrução de certos acontecimentos em uma casa na cidade de La Plata, Argentina, em 1976. Mas não se trata de uma reconstrução ao pé da letra, trata-se de um documento ficcional, como é chamado pelo autor.

A obra começa com dois anciões que se perguntam por uma menina perdida no tempo; no transcorrer das cenas nos daremos conta de que se trata de sua neta, robada na casa da rua 30, La Plata. Nesta casa se encontram dois cozinheiros que preparam coelho ao escabeche, sua lucidez está à altura do caos que organizam para levar adiante sua atividade. Permanentemente fazem referências à menina que joga no pátio da casa, mais ainda, parecem ter saído da imaginação de uma menina. Em frente à casa há dois vizinhos temerosos e com preconceitos em relação às atividades dos cozinheiros. Eles também observam a menina jogando.

Ficha técnica

Dramaturgia: Arístides Vargas

Direção: Arístides Vargas e María del Rosario Francés

Assistência de direção: Gerson Guerra

Atuação: María del Rosario Francés e Arístides Vargas

Desenho e execução de iluminação: Gerson Guerra

Técnico de som: Jabiera Guerra

Duração: 80 min

Classificação: 12 anos

 

Nuestra Senhora da las Nuvens

Inaugurando o projeto de pesquisa latino-americano, e partindo da obra de Arístides Vargas – última parte da Trilogia do Exílio, como denomina o autor exilado e radicado no Equador, fugindo da ditadura argentina – os Clowns de Shakespeare investigam as relações da memória e identidade, somando também as experiências provocadas pelo golpe militar brasileiro de 1964. Aproximando o realismo fantástico-surrealista do político-épico, as histórias de Nuestra Senhora de las Nuvens são apresentadas por quatro atores, tendo por fio condutor os encontros entre Oscar e Bruna. A narrativa permeia o universo do exílio através do humor, violência, crítica e lirismo, expondo a estrutura do discurso político. Entre o exílio imposto e o “in”xílio autoprovocado, há mais a ser encontrado e descoberto. Nenhuma pessoa está totalmente livre do exílio da plenitude de sua própria realidade.

Ficha técnica

Direção: Fernando Yamamoto

Diretora Assistente: Camille Carvalho

Dramaturgia: Arístides Vargas

Tradução: Fernando Yamamoto

Elenco: João Ricardo Aguiar, Joel Monteiro, Paula Queiroz e Renata Kaiser

Figurino e Adereços: João Ricardo Aguiar e Maria de Jesus

Cenografia: Fernando Yamamoto e João Ricardo Aguiar

Música: Rafael Telles e Marco França

Direção de texto: Babaya

Iluminação: Ronaldo Costa

Assistentes Técnicos: Janielson Silva e Nando Galdino

Coordenação de Produção: Rafael Telles

Duração: 95 min

Classificação: 16 anos

 

Flores arrancadas a la Niebla

A peça aborda o tema da migração como um motor para aprofundar, ampliar e colocar de volta em primeiro plano uma situação tão atual que não deve ser esquecida. Deslocamentos, trânsito, passagens de fronteira legais e ilegais, seja como for, mas tem que passar. A migração forçada é certamente uma das experiências de trânsito mais difíceis que a humanidade possa vivenciar. Ter de deixar a terra onde nascemos e imaginamos nosso futuro, impulsionados pelo medo, pelo instinto de sobrevivência, pressionados e obrigados por forças externas, seja de caráter político, social ou individual, implica em uma ruptura da nossa concepção de vida social, construção de identidade e pertencimento. Passar uma frontera em estas circunstâncias sempre será uma situação carregada de nostalgia, conflitos e medos que marcam a viagem para o exílio. Este é o contexto que transforma o texto poético de Arístides Vargas em uma tragédia contemporânea. Compartilhada por milhões de pessoas no mundo. A experiência da solidão, do desarraigamento, da violência da burocracia, do poder de um papel, o desamparo, a saudade. A experiência do não-lugar.

Ficha técnica

Texto: Arístides Vargas

Direção e encenação: Ana Woolf

Atuação: Natalia Marcet e Cecilia Ruiz

Direção de arte: Sandra Iurcovich

Música original: Claudio Peña

Cellista: Milena Eibuszyc

Desenho de luz: Sandra Iurcovich e Ana Woolf

Assistente de direção: Diego Schmukler

Edição de imagens: Francisco Iurcovich

Realização de cenografia: La Menesuda Producciones

Agradecimento pelo empréstimo de um violon-cello: Bianca d’Avila do Prado

Duração: 60 min

Classificação: 15 anos

 

 

 

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