Bancários mostram em ato que Bradesco mente sobre o futuro

Dirigentes foram para a frente de agências bancárias no Centro de Porto Alegre dialogar com a população sobre compromisso que o banco privado assumiu não cumpriu de manter empregos na pandemia

Um dia depois de figurar entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil com as hashtag #QueVergonhaBradesco e #QuemLucraNãoDemite, os bancários de todo o país voltaram a chamar a atenção nesta quinta-feira, 12/11, com o Dia Nacional de Luta contra as demissões do Bradesco. Manifestações nas portas das agências e dos departamentos do banco Bradesco protestaram contra as demissões realizadas pelo banco neste ano.

Em Porto Alegre, agências do Centro Histórico e vários murais amanheceram com cartazes denunciando as demissões sem motivo do Bradesco e chamando a atenção para as mentiras contadas pelo Bradesco nas campanhas midiáticas de garantia de futuro.

Leia aqui a carta entregue à população sobre as mentiras do Bradesco

Os dirigentes do SindBancários alertaram para o fato de o Bradesco estar lucrando mesmo diante da pandemia, para a palavra quebrada de não demitir na crise do novo coronavírus. Durante todo o dia, uma carta à população foi entregue pelos dirigentes esclarecendo as mentiras contadas pelo Bradesco.

Assista a vídeo em que o diretor do SindBancários, Luiz Cassemiro, explica o motivo dos atos contra as demissões no Bradesco

Para Magaly Fagundes, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, não há justificativa para que a empresa de capital aberto que mais lucrou na América Latina no primeiro semestre continue colocando pais e mães de família no olho da rua.

“Estamos em luta e não mediremos esforços para barrar esta falta de responsabilidade social”, disse.

A ação faz parte da campanha organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e sindicatos dos bancários, que denunciam a quebra do compromisso de não realizar demissões durante a pandemia, assumido pelo banco e pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em mesa de negociação com o Comando Nacional Bancário. “Não nos daremos por vencidos até que todos os bancos recuem e parem de demitir”, completou Magaly.

O Bradesco já demitiu mais de 1.200 trabalhadores este ano, de acordo com cálculos da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco. Isso no mesmo período em que obteve Lucro Líquido Recorrente de R$ 12,657 bilhões nos primeiros nove meses de 2020.

Os três maiores bancos do país estão demitindo. Ao todo, já dispensaram mais de 12 mil trabalhadores este ano, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia, em claro descumprimento ao acordo firmado em março.

Fonte: Contraf-CUT, com Imprensa SindBancários

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