Bancários lembram os 17 anos da privatização do Banespa no governo tucano e as ameaças de hoje ao Banrisul, Badesul e BRDE

Neste momento em que o governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) ataca bancos estatais como o BB e a Caixa, assim como o governador José Ivo Sartori (PMDB) quer entregar o Banrisul, o Badesul e a parte gaúcha do BRDE, é importante lembrar o 17º aniversário da privatização do Banco do Estado de São Paulo, o Banespa, ocorrido no governo entreguista de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 2000”. A recordação da data é do diretor do SindBancários de Porto Alegre e da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. “Lembrar a venda do Banespa é importante para evitar que caia no esquecimento a entrega de patrimônio público no governo FHC e para que isso nunca mais aconteça”,  enfatiza ele.

Por isso, na última segunda-feira, dia 20/11, os bancários lembraram o 17º aniversário da privatização do Banespa. “É uma data que a categoria olha com um misto de tristeza e sentimento de luta”, afirma o sindicalista, que foi funcionário do Banespa. “Com muita união e mobilização, os banespianos conseguiram arrastar por quase seis anos o processo de entrega do maior banco estadual do país – que passou pela intervenção do Banco Central, disputa entre governos estadual e federal, federalização e uma série de liminares conquistadas pelo movimento sindical e Afubesp – que culminou no triste leilão, ocorrido na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro”, relata Wiederkehr.

Perda para o Estado de São Paulo

O banco, que era lucrativo, foi adquirido pelo espanhol Santander por R$ 7 bilhões, acima do preço mínimo subavaliado de R$ 1,850 bilhão. No entanto, o ágio de 281% foi transformado em crédito tributário e depois abatido nos balanços pelo Santander. “Imagine o lucro que São Paulo deixou de ganhar ao longo desses 17 anos. Foi um péssimo negócio para o estado! Houve também demissões, retirada de direitos e fechamento de agências”, avalia Ademir.

Porém, o militante sindical lembra também que foi graças às batalhas travadas para impedir a privatização que foram mantidos o Banesprev (o fundo de pensão) e a Cabesp (o plano de saúde). O patrocínio do banco para as duas entidades segue até hoje, superando os prazos fixados no edital de venda. Além disso, continua a resistência e o enfrentamento contra novas ameaças aos empregos e aos direitos dos funcionários na ativa e dos aposentados.

Defesa dos bancos públicos

O Brasil e o Rio Grande do Sul precisam de bancos públicos para estimular o desenvolvimento econômico e social e não podem abrir de seus instrumentos de crédito construídos ao longo da história. É preciso alertar também os bancários das instituições financeiras públicas, que sobreviveram às garras dos tucanos, a necessidade de resistir neste momento”, reforça Ademir. “E, nas próximas eleições, não podemos nos esquecer do papel representado pelo PSDB, votando contra os seus candidatos e apoiadores”, diz ainda.

 

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

FACEBOOK

SERVIÇOS

CHARGES

VÍDEOS

O BANCÁRIO

TWITTER