Bancários gaúchos intensificam mobilizações no Santander e exigem avanços para renovação do Acordo Aditivo

A Fetrafi-RS reuniu o Coletivo de Dirigentes Sindicais do Santander na manhã da sexta-feira, 24/6, na sede da entidade, em Porto Alegre, para discutir as demandas específicas dos funcionários do banco espanhol e definir ações para o próximo período. Entre as principais questões discutidas esteve a polêmica da implantação do projeto Derivação, que acaba com as áreas operacionais de agências, gerando insegurança entre os trabalhadores diante da possibilidade de realocações e demissões.

Uma versão piloto do projeto Derivação já está prevista para a base do Sindicato dos Bancários de Pelotas. O “Derivação” prevê, entre outras ações, a transformação de agências convencionais em “agências comerciais”, que atenderão apenas clientes. Com isso, toda área operacional do banco será extinta, ou seja, deixarão de existir, por exemplo, as funções de caixas e supervisores, ficando apenas a área comercial.

Estaca Zero

Diante da falta de disposição do banco nas tratativas para avançar na renovação do aditivo, após quatro rodadas de negociação, o Coletivo Estadual deliberou pela intensificação das mobilizações no Santander a partir da próxima semana. O banco propõe alterações na cláusula de bolsas auxílio estudo que dificultariam o acesso do trabalhador ao benefício, além de não reajustar o valor. O Santander também se limita a discutir em outro momento questões que afligem os funcionários, em temas como saúde e condições de trabalho.

Sobre o PPRS (Programa de Participação nos Resultados Santander), o banco não apresentou proposta, alegando não ter tido tempo hábil para isso. O Santander também informou que não haverá negociação na próxima quarta-feira e que só voltará a negociar na semana seguinte com previsão para o dia 6, data ainda será confirmada.

“O posicionamento do banco na mesa de negociação é muito ruim. Estamos tratando de assuntos relevantes para os trabalhadores, e a instituição, além de não atender as reivindicações, ainda apresenta retrocessos, negando, por exemplo, a correção dos valores pagos para bolsas de estudo para 2017 e 2018. Não vamos aceitar a renovação do Acordo Aditivo nestas condições. O Santander deve levar a sério as negociações”, observa o representante gaúcho na COE, Bino Kohler.

Além de manifestações, protestos e distribuição de material impresso, poderão ocorrer novas paralisações em agências e departamentos do banco espanhol, a fim de engajar trabalhadores na luta pela renovação do aditivo e conquistar o apoio do público em geral.

Fonte: Comunicação/Fetrafi-RS

 

 

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