Bancários fazem ato contra desmonte da Caixa

Novo presidente da empresa, Pedro Guimarães, quer entregar áreas mais rentáveis do banco

Os empregados de Porto Alegre fizeram um ato nesta quinta, dia 14, em frente ao Edifício Querência, da Caixa, no Centro Histórico de Porto Alegre, para denunciar e protestar contra as estratégias do novo presidente da Empresa, Pedro Guimarães, que quer vender fatiar e vender os setores mais rentáveis  do banco para desmontar seu caráter público. As falas dos dirigentes sindicais e empregados do único banco 100% públicos do país, foram dirigidas tanto aos bancários quanto à população, os mais prejudicados pela política privatista que está sendo implementada.

Na Capital gaúcha, o ato, que convidou os bancários a vestirem preto, foi antecipado em razão da reunião do sistema diretivo da Fetrafi-RS. Com a antecipação da data, foi possível concentrar no ato bancários de 38 sindicatos de todo o Estado.

Por um banco a serviço da população

O diretor do SindBancários e empregado da Caixa, Jailson Prodes, falou sobre a importância da Caixa para os brasileiros. “O que estão fazendo, ao diminuir o papel da empresa como banco público, é acabar com o financiamento para educação, diminuir verbas para saneamento e saúde e aumentar os juros de empréstimos. A privatização é ruim para o brasileiro”, analisou.

Já o diretor da Contraf-CUT e representante gaúcho na Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Gilmar Aguirre, chamou os colegas para participarem do ato. “Nos anos 90, dizíamos muito ‘De camarote não, a luta se faz aqui no chão’. Foram anos difíceis, com as privatizações sempre a espreita. Mas com mobilização e participação dos bancários, conseguimos mudar a realidade e resistimos”, lembrou.

Para a diretora do SindBancários e diretora da Caixa, Caroline Heidner, o governo está preparando a venda da Caixa. “Todos os movimentos que vemos é para afastar o papel social do banco. Provisionaram o lucro, diminuindo os ganhos da empresa em bilhões, um truque para as pessoas pensarem que o banco não é tão eficiente. Agora, vão abrir o Capital e ir vendendo aos poucos as áreas mais lucrativas da CEF”, disse.

O diretor do SindBancários e empregado da Caixa Tiago Pedroso lembrou que, diferente do discurso dos governos, as privatizações nunca foram boas para o povo brasileiro. “Olhem para a telefonia, por exemplo. Estão entre as empresas com mais reclamações no Brasil, oferecem um serviço de péssima qualidade”, observou.

Também empregado da Caixa, o diretor do SindBancários Guaracy Padilla lembrou que, neste momento, é necessário que todos participem das mobilizações. “Serão quatro anos difíceis se não nos unirmos em prol de um banco público que respeite os empregados, que preste um serviço aos mais de 200 milhões de brasileiros e não a dezenas de acionistas”, afirmou.

Demonstrando a solidariedade com os empregados da Caixa, o diretor da Fetrafi-RS e funcionário do Banrisul, Fabio Soares Alves, lembrou que os bancários fazem, desde os anos 80, a luta contra as privatizações e sobrevivem desde lá. “Todo o ano, quando tem eleições, a privatização do Banrisul entra em pauta. Mesmo sendo responsável pela maior parte do crédito do Rio Grande do Sul e com 96% do PIB gaúcho passando pelo banco, há quem queira vendê-lo”, observou.

Em todo o Brasil, manifestações contra o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e por um banco público acontecem nesta sexta, dia 15.

Fonte: Imprensa/SindBancários

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