Bancários elegem delegados ao 5º Congresso da Contraf-CUT em assembleia unânime e lotada

Com forte presença da rede privada e dos bancos públicos, trabalhadores deram corpo representativo à assembleia realizada na quarta-feira, 7/2, no auditório da Casa dos Bancários. A votação elegeu na assembleia, por unanimidade, 13 representantes da base do SindBancários para representar a categoria no 5º Congresso Nacional da Contraf-CUT, que será realizado em São Paulo, nos dias 6 a 8 de abril de 2018. O congresso, neste ano, por causa do contexto político de ataque aos direitos dos trabalhadores irá marcar o início simbólico da Campanha Salarial 2018 dos bancários e o início de uma jornada de luta muito difícil para todos os trabalhadores após a aprovação da Reforma Trabalhista em novembro do ano passado.

Na abertura da atividade, o presidente do Sindicato, Everton Gimenis, analisou o momento vivido pelo Brasil e alertou: “Será um ano difícil, de dificuldades, de paciência e de muita luta”. Em suas palavras, o dirigente considerou a implantação da nova legislação trabalhista (Lei nº 13.467, que entrou em vigor em novembro de 2017), que aumentará a insegurança jurídica nas relações de trabalho.

A Contraf-CUT é uma entidade marcada pela s conquistas mais recentes da categoria, como PLR e 13 anos sucessivos de greves e aumentos reais nos anos 2000. Uma das tarefas é fortalecer a unidade nacional. E a Contraf-Cut tem cumprido essa tarefa. A entidade organiza o Comando Nacional dos Bancários, composto por entidades representativas de bancários de todo o país, e que negocia melhores condições de trabalho para todos os bancários do país. Do Oiapoque ao Chuí, em todo o país, os bancários têm os mesmos direitos. Somos a única categoria com Convenção Coletiva Nacional. A Confederação é responsável pela unidade nacional e pelo fortalecimento e preservação das mesas únicas de negociação com a Fenaban.

Mas este ano, vamos precisar de muita unidade e luta dos bancário. O novo cenário está produzindo mudanças que, aplicadas no dia a dia, como o trabalho intermitente e ultratividade. A Reforma Trabalhista, tramada por Temer e seus apoiadores no Congresso Nacional (Câmara e Senado), autoriza os banqueiros a contratar bancários para trabalharem do dia 25 ao dia 5 de cada mês, quando as agências estão lotadas. A ultratividade significa que o Acordo Coletivo celebrado no ano anterior deixe de valer enquanto um novo não é celebrado.

Só serve pra atacar as conquistas da nossa categoria”, denunciou Gimenis. Restruturação nos bancos públicos, PDVs, demissões nos bancos privados, projeto de vendas de ações do Banrisul, entre outros exemplos, “mostram a intensidade dos ataques contra os bancários e contra o patrimônio público”. Em seu diagnóstico, contudo, o dirigente prescreveu o remédio para curar de forma definitiva a doença que ameaça contaminar a resistência do povo contra os propósitos golpistas do ilegítimo governo Temer. “Unidade e mobilização, esta é a receita para manter os nossos direitos”, asseverou.

O secretário-geral, Luciano Fetzner Barcellos, banrisulense, destacou que foi a força do movimento sindical e a mobilização nas ruas, com protestos, greves, marchas e muita unidade que fez o governo recuar com a proposta de reforma da Previdência. “Será desta forma, unidos e mobilizados, que manteremos nossos direitos e avançaremos em nossas conquistas nesta campanha de 2018”, projetou Luciano.

Durante a assembleia, foi ressaltado que o Acordo Coletivo da categoria firmado para dois anos em 2016 vence em 31 de agosto. “Pela nova lei, tudo que negociamos no passado não vale mais nada a partir desta data. Ou seja, o nosso presente também está em risco”, assinalou Paulo Stekel, diretor do Sindicato.

Nosso caminho será da mobilização permanente. Temos que antecipar a campanha salarial da categoria e seguir junto com os demais trabalhadores na luta contra os retrocessos sociais do governo ilegítimo de Temer”, frisou Sandro Artur Ferreira Rodrigues, do Banco Itaú e diretor de Políticas Sociais e Cidadania.

Unidade, atitude, participação e envolvimento na luta deve ser o foco do bancário”, sintetizou Guaracy Padilla Gonçalves, da Caixa Econômica Federal e integrante do Conselho Fiscal do Sindicato.

Fonte: Imprensa SindBancários

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