Bancários decidem em assembleia unânime participar da greve nacional do dia 5 em defesa da aposentadoria e dos bancos públicos

Uma assembleia unânime, na noite da quinta-feira, 30/11, no auditório da Casa dos Bancários, sede do SindBancários, decidiu que os bancários irão participar da Greve Nacional, convocada pelas centrais sindicais, contra a Reforma da Previdência e em defesa dos bancos públicos. Além de definir participação no movimento nacional, os bancários decidiram realizar nova assembleia na segunda-feira, 4/12. A partir das 18h, na Casa dos Bancários, os trabalhadores estão convocados a participar de assembleia de organização que vai definir a atuação dos bancários na Greve Nacional da terça-feira, 5/12.

Além de estarem preparados para lutar contra a Reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer, os bancários têm uma pauta que responde pelos ataques aos bancos públicos. A reestruturação do Banco do Brasil e da Caixa, com fechamento de agências e demissões, estão entre os motivos. Mas há outros ataques ao setor público no Rio Grande do Sul. O governador José Ivo Sartori tenta emplacar junto com o governo Temer o ingresso do Estado no Regime de Recuperação Fiscal. Para isso anuncia a venda de ações do Banrisul e ameaça entregar também bancos de fomento, como o BRDE e o Badesul.

A propaganda do governo federal no rádio e na televisão é mentirosa. Distorce os fatos da Previdência. Primeiro, não tem rombo na Previdência Social. Essa nova proposta de reforma não vaia acabar com privilégio nenhum, porque senadores e deputados, juízes e militares vão continuar trabalhando menos para poderem se aposentar. O que o governo Temer quer é atacar os direitos dos servidores públicos, acabar com as aposentadorias pública e mandar todo mundo para os bancos privados. Essa reforma que eles estão vendendo é uma armadilha. Há um dispositivo no projeto de lei que abre a possibilidade de, após a aprovação, o presidente editar uma Medida Provisória para fazer o que bem entende. A outra parte da mobilização dos bancários disso é que os bancos públicos estão ameaçados”, explica o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.

No caso do Banrisul, tanto governo federal quanto governo estadual têm trabalhado juntos. Já há uma Medida provisória praticamente autorizando o Estado a vender ações do banco. O anúnckio do governo Sartori é que a maior parte das ações com direito ou sem direito a voto no Conselho de Administração deve estar vendida até 14 de dezembro. O Sindicato entende que se trata de um péssimo negócio que está sendo vendido como a salvação do Estado. O mercado tem estimado que, ara ficar com 25,5% do banco, o governo do Estado deve arrecadar entre R$ 1,5 e R$ 2 bilhões, o que mal cobre a folha de pagamento dos servidores públicos do Estado.

O diretor de comunicação da CUT-RS e do SindBancários, Ademir Wiederkehr, contou que a greve nacional está sendo organizado desde o final de agosto. O movimento foi chamado em resposta à possibilidade de o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de levar ao Plenário o Projeto de Lei 287/16, da Reforma da Previdência, na próxima semana. “O governo Temer gasta R$ 171 milhões em propaganda na grande mídia para dizer que a R3eforma da Previdência vai acabar com privilégios. É mentira. Eles querem acabar com a aposentadoria pública para passar aos bancos privados”, disse Ademir, informando que, na segunda-feira, 4/12, as centrais sindicais farão uma plenária, no auditório da Casa dos Bancários, a partir das 9h. Às 11h, da mesma segunda-feira, dirigentes das centrais sindicais farão uma entrevista coletiva também na sede do SindBancários.

Calendário de mobilização da greve nacional

Segunda-feira, 4/12

9h: Plenária das Centrais Sindicais na Casa dos Bancários (Rua General Câmara, 424, Centro Histórico de Porto Alegre)

11h: Entrevista coletiva de dirigentes das centrais sindicais sobre a Greve Nacional

18h: Assembleia dos bancários de organização da greve nacional a partir das 18h, na Casa dos Bancários.

Terça-feira, 5/12

Greve Nacional em defesa da aposentadoria e dos bancos públicos

Fonte: Imprensa SindBancários

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