Bancários cobram pagamento da PLR pelos bancos privados até 20 de setembro

Em reunião com a Fenaban, Comando dos Bancários exigiu cumprimento da CCT

O Comando Nacional dos Bancários esteve reunido em São Paulo nesta terça-feira, 20/08, com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Sobre a PLR, os bancários cobraram que seja cumprida a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. A CCT determina que os bancos privados efetuem o pagamento até o dia 20 de setembro; o Banco do Brasil até 10 dias após a distribuição dos dividendos aos acionistas; e a Caixa até o dia 30 de setembro.

Em pauta, estiveram também o abono das faltas ocorridas no dia 14 de junho, quando a categoria aderiu à greve geral convocada pelas centrais sindicais contra a Reforma da Previdência, e o cumprimento da CCT com relação à garantia de reajuste nos salários, cláusulas econômicas e as datas de pagamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados e dos programas próprios dos bancos.

Bancos: dificuldades
Os bancos alegaram a dificuldade do pagamento da primeira parcela até o dia 20 de setembro em virtude da data de divulgação do INPC de agosto pelo IBGE, agendada para o dia 6 de setembro, uma sexta-feira, mas garantiram o cumprimento dos pontos acordados na CCT, inclusive a data de pagamento da PLR. Exceto o Santander, que terá que pagar somente no dia 30, devido ao cálculo e sistema de pagamento do programa próprio. Caso algum banco consiga antecipar o pagamento da primeira parcela da PLR, vai informar antecipadamente ao Comando.

Reajuste

“Está garantido o aumento real de 1% acima da inflação para os bancários de todo o país, que incide sobre a PLR e demais cláusulas econômicas. A categoria deve ser uma das poucas, infelizmente, que conseguirá aumento real neste ano – ainda mais entre as empresas públicas”, observou a presidenta da Contraf-CUT e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. Ela lembrou que o reajuste também está garantido para os bancários da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e demais bancos públicos que compõem a mesa única de negociações.

O reajuste com aumento real (INPC + 1%) incide sobre os salários e demais cláusulas econômicas, como vale refeição, vale alimentação, auxílio creche/babá, PLR, pisos, gratificações e 13ª cesta.

Abono da greve

Sobre o abono do dia da greve geral, a Fenaban vai consultar os bancos e dará a resposta para o Comando até o final do mês. “Os bancos descontaram o dia como se fosse uma falta normal, gerando perdas, inclusive do descanso semanal remunerado. Os bancos estavam informados sobre a greve”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, a outra coordenadora do Comando.

Trabalho aos sábados

O Comando Nacional ressaltou a contrariedade da categoria com a proposta de abertura de agências e de trabalho aos sábados e que vai continuar lutando contra a aprovação do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 17/2019 (antiga MP 881/2019) pelo Senado.

Fonte: Contraf-CUT

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